A hora do gás natural
Edição Nº 75 - Julho/Agosto de 2015 - Ano XIV
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A hora do gás natural



por Suzana Sakai


A crise econômica que se alastra pelo país, os problemas hídricos e os sucessivos escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras parecem não ter intimidado o mercado de gás natural. Apesar do cenário totalmente desfavorável, as perspectivas de crescimento para esse setor são bastante promissoras. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nos próximos 10 anos, o consumo elétrico do Brasil deve apresentar uma taxa anual de crescimento de 3,9% até 2024, atingindo 693.469 GWh. “Independentemente da crise hídrica, ao longo de cada ano vai havendo equilíbrio na alternância entre a demanda de energia de hidrelétricas e de termelétricas, neste último caso, ganhando destaque a participação do gás na matriz energética”, explicou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante uma apresentação realizada no seminário Gas Summit Latin America. Ainda segundo a projeção da EPE, a demanda máxima de gás em 2024 crescerá 47 milhões de metros cúbicos (m³) de gás diário frente a 2015, o que representa uma expansão de 47%. 
A demanda passará dos atuais 100 milhões de m³/dia para uma ação potencial de 147 milhões de m³/dia. O estudo da EPE ressalta também que a oferta potencial de gás crescerá 54 milhões de m³/dia, com aumento de 49% em relação a 2015. 
Mais do que as perspectivas analíticas, os consumidores também têm se mostrado mais receptivos ao gás natural, como comenta o engenheiro da WMF Solutions, Marcelo Firagi: “Este é um mercado que vem crescendo, de maneira constante, apesar dos poucos investimentos do Governo Federal. O consumidor de larga escala já compreende que um gás limpo e controlado reflete na otimização de seus processos produtivos, menor tempo de parada dos equipamentos servidos e o que resulta em uma maior lucratividade. Isso, somado as novas tecnologias desenvolvidas, garante que o mercado de sistemas de condicionamento de gás tenha uma perspectiva positiva a médio e longo prazo”.
Firagi analisa ainda que, apesar da crise na Petrobras, o Pré-Sal deve impulsionar novos investimentos nesse setor. “A exploração em águas profundas, mais especificamente no Pré-Sal, mostrou aos analistas que o teor de gás misturado ao petróleo extraído, é muito mais alto do que se imaginava. Isso vai forçar o mercado a desenvolver novas tecnologias para manusear este gás”, afirmou o engenheiro da WMF Solu ...


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