Economista destaca como a gestão ajuda em tempo de crise 
Edição Nº 78 - Janeiro/Fevereiro de 2016 - Ano XIV
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Economista destaca como a gestão ajuda em tempo de crise 



Em palestra na Abrafiltros, prof. Dr. Roberto Dumas Damas, mestre em economia pela Universidade de Birmingham, apresentou fatores que podem fazer a diferença na gestão da empresa, entre eles, terceirização e desmobilização. 

Reduzir custos, terceirização e desmobilização, enfoque em clientes com boa margem, separação de empresa e fundador e pró Labore, caixa e gestão do ciclo financeiro, e estrutura de capital estão entre os fatores fundamentais na administração de uma empresa em tempos de crise. Esta foi a afirmação do Prof. Dr. Roberto Dumas Damas, mestre em economia pela Universidade de Birmingham, quando apresentou o “Cenário Econômico: Brasil e Mundo – Gestão Empresarial em Tempos de Crise”, no ciclo de palestras, realizado pela Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros e seus Sistemas – Automotivos e Industriais, no auditório do Centro Empresarial Pereira Barreto, sede da entidade, em Santo André/SP.

Ele explicou que a redução de custos passa pelo orçamento zero e diminuição de despesas gerais, item a item. A terceirização e a desmobilização envolve outsourcing, sem prejudicar produção. Já os clientes que não proporcionarem margem devem ser evitados. Agregar familiares na empresa e misturar pró-labore e caixa também não são permitidos. “Empresas com boa gestão do ciclo financeiro tendem a apresentar vantagens competitivas e um melhor perfil de crédito”, afirmou Dumas. Segundo o palestrante, boa parte do endividamento de uma empresa é explicada pela gestão que ela faz de seu ciclo financeiro. “É preciso evitar empréstimos bancários o máximo que puder, devido à alta dos juros”, ressaltou. 

Economia brasileira e setorial – Sobre a economia brasileira, Dumas falou que o PIB registrou queda de 2,6% a.a (2º trim/15), estimando que a inflação chegue a 9,9% em 2015 e 7,2% em 2016. Há também piora nas contas públicas e déficit nas contas externas. O consumo das famílias está caindo.

Os únicos setores que apresentam previsões mais otimistas são: papel e celulose (95% exportações) e alimentos e agronegócios, estimulados pelo aumento da renda da população chinesa, depreciação cambial, retorno da CIDE e elevação da mistura de etanol na gasolina (27%). O setor automotivo está com supercapacidade; construção civil em queda; infraestrutura, além de estar endividado, reduziu ...


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