Desenvolvimento de uma bancada de testes para filtração em fase líquida. Estudos de caso: filtro autolimpante e filtro cesto
Edição Nº 80 - Maio/Junho de 2016 - Ano XV
Esta notícia já foi visualizada 1124 vezes.


Desenvolvimento de uma bancada de testes para filtração em fase líquida. Estudos de caso: filtro autolimpante e filtro cesto



por Edison Ricco Jr, Felipe A. da Cunha, Paula S. Hashimoto, Prof. Dr. Luiz F. de Moura e Profa. Dra. Mônica L. Aguiar
Nos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias aumentou a aplicação da filtração, que se tornou obrigatória em muitos processos importantes de indústrias dos mais diversos setores, como indústria química, alimentícia, farmacêutica, tratamento de água e esgoto, geração de energia e biotecnologia. Além disso, a maior preocupação com o meio ambiente ajudou a aumentar ainda mais a importância dessa operação (IRITANI, 2007; DICKENSON, 1997). 
O filtro tipo cesto, além de versátil, apresenta simples construção. Ele é composto por uma tela de arame reforçado e/ou chapa perfurada em formato cilíndrico, sendo posicionado dentro de um vaso selado através do qual flui a corrente de alimentação sob pressão. A filtração acontece até que o cesto fique bloqueado com os sólidos retidos, quando o fluxo é interrompido e o cesto é retirado manualmente para troca ou limpeza (TARLETON e WAKEMAN, 2007). Há ainda os filtros autolimpantes, nos quais o cesto não necessita ser trocado, sendo adequado para operações contínuas ou em situações nas quais a exposição dos operadores ao fluido do processo é indesejável. Entre os tipos de filtros autolimpantes, encontram-se os de retrolavagem, que se regeneram através da inversão do fluxo pelo meio filtrante, e os limpados mecanicamente, que usam um raspador para retirar as partículas do cesto (RAU, 2015). 
Uma vez que as aplicações industriais têm se tornado cada vez mais exigentes e cada vez mais áreas de processos estão sujeitas à filtração, há uma demanda crescente por inovação e conhecimento nesta área. Nesse contexto, o presente trabalho visa analisar e comparar os filtros cesto e autolimpante, através do projeto de uma bancada experimental para o estudo da filtração superficial em fase líquida. Assim, são avaliadas as curvas de perda de carga, a permeabilidade dos meios filtrantes e a resistência específica das tortas de filtração, usando-se suspensões de carbonato de cálcio. 

Materiais e métodos
O material particulado utilizado foi calcita de malha 100, cujo diâmetro médio volumétrico foi obtido utilizando o equipamento Malvern Mastersizer Microplus, pertencente ao Laboratório de Controle Ambiental do Departamento de Engenharia Química da UFSCar. A análise da distribuiçã ...


AVISO

Para acessar esta matéria na íntegra é necessário estar logado.Clique aqui para realizar o seu cadastro!
Já tem login? clique aqui

Publicidade