Um filtro pela vida
Edição Nº 81 - Julho/Agosto de 2016 - Ano XV
Esta notícia já foi visualizada 927 vezes.


Um filtro pela vida



por Suzana Sakai

Responsável pelas ações metabólicas, a água é essencial para todos os seres vivos e, por isso, deve sempre ser tratada e estar dentro dos padrões adequados de purificação. Entretanto, para os pacientes que necessitam da hemodiálise a qualidade da água se torna um fator vital para a vida. 
A hemodiálise é um processo mecânico que consiste em filtrar e depurar o sangue, retirando dele as substâncias que trazem prejuízo ao organismo. O processo é utilizado por pessoas que são portadoras de insuficiência renal e que precisam fazer essa purificação por meio de máquinas. Com o aumento do número de pacientes em tratamento dialítico e de sua sobrevida, diversas pesquisas colheram evidências que permitiram correlacionar os contaminantes da água com efeitos adversos do procedimento. Tais contaminantes podem ser de origem mineral ou biológica.
Durante a terapia de hemodiálise, o sangue é exposto a um fluido chamado de solução de diálise que é produzido em tempo real pela máquina de hemodiálise. Em uma sessão de hemodiálise, cada paciente, tem contato com cerca de 120 a 200 litros desta solução. No preparo da solução de diálise é utilizada água purificada e quanto maior a qualidade da água tratada, melhor será a qualidade da solução de diálise. As substâncias presentes na água que tentam passar pela membrana do dialisador podem ter acesso direto a corrente sanguínea do paciente, é por isso que há um rígido controle na qualidade da água utilizada na hemodiálise. Para se ter uma ideia, como requisitos mínimos, a água para hemodiálise deve ter condutividade máxima de 10 µS/cm, 100 UFC de bactérias heterotróficas, 0.25 UE de endotoxina e isenta de cloro. 

O tratamento da água de hemodiálise pode evitar uma série de danos ao paciente, inclusive a morte. A presença de cloro na água, por exemplo, pode causar hemólise e anemia severa no paciente. Além disso, bactérias presentes na água levam o paciente a reações de bacteremia, com tremores, febre elevada, podendo levar a óbito. Reação parecida ocorre com a presença de endotoxina na água. “Devido à alta exposição do paciente à água tratada (são aproximadamente 1.500 litros de água por mês), os minerais e metais com índice acima do limite estabelecido causam diferentes tipos de reações. O alumínio em excesso, por exemplo, pode causar osteomalácia, ane ...


AVISO

Para acessar esta matéria na íntegra é necessário estar logado.Clique aqui para realizar o seu cadastro!
Já tem login? clique aqui

Publicidade