ONU pode salvar 200 mil vidas se regular emissões de enxofre do setor marítimo
Edição Nº 83 - Novembro/Dezembro de 2016 - Ano XV
Esta notícia já foi visualizada 2751 vezes.


ONU pode salvar 200 mil vidas se regular emissões de enxofre do setor marítimo



O Comitê de Proteção ao Ambiente Marítimo da IMO-Organização Marítima Internacional (agência Nações Unidas responsável pela segurança da navegação e a prevenção da poluição marítima por navios) avaliará uma lei que, se mantida, poderá salvar 200 mil vidas em todo o mundo até 2025. Trata-se da nova legislação dos combustíveis usados no transporte marítimo.  Atualmente eles têm alto teor de enxofre – 3,5% e deveriam passar a ter 0,5% a partir de 2020. Essa diferença tem um impacto significativo não só sobre quem trabalha em navios, mas também sobre as populações de cidades portuárias: um estudo conduzido por um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos e da Finlândia revela que essa diferença de apenas cinco anos na entrada em vigor dessa lei pode causar 200 mil mortes em todo o mundo. No Brasil, onde a poluição marítima responde por 4,1% das mortes por poluição do ar, 1700 vidas poderiam ser salvas por ano. A decisão deve ser tomada no encontro da IMO no final de outubro.
O transporte marítimo é o maior emissor mundial de enxofre. Atualmente o  óleo combustível para navios é o combustível mais prejudicial em uso no transporte, com um teor de enxofre até 3500 vezes maior do que as últimas normas europeias para o diesel utilizado em veículos. E enxofre mata.  No processo de queima do combustível, os navios emitem dióxido de enxofre – o mesmo que gera a chuva ácida. Ele é conhecido por ter efeitos irreversíveis na saúde humana, além de impactos ambientais e climáticos. Pequenas partículas de dióxido de enxofre, que são transportadas pelo ar, entram em nossa respiração e levam a riscos de saúde fatais, incluindo câncer de pulmão e doenças cardiovasculares, que podem resultar em mortes prematuras. Em 2008, a IMO aprovou por unanimidade uma redução nas emissões globais de enxofre a partir de 1 de janeiro de 2020. Essa data, no entanto, está condicionada aos resultados de um estudo para determinar se haveria disponibilidade de combustível de baixo enxofre suficiente nessa época. Esse estudo, encomendado pela IMO e publicado em agosto passado, mostra que em todos os cenários e opções de sensibilidade considerada, haverá combustível limpo disponível e suficiente em 2020. A regulamentação da IMO para reduzir a poluição do ar pelos navios e a avaliação da disponibilidade de óleo combustível está disponível on-line.
Apesar disso, a associação de petróleo e gás IPIECA, bem como de um grupo de empresas de transporte representado pela BIMCO, estão ...


AVISO

Para acessar esta matéria na íntegra é necessário estar logado.Clique aqui para realizar o seu cadastro!
Já tem login? clique aqui

Publicidade