Cientistas empregam técnica usada pela Nasa para detectar mercúrio em chorume
Edição Nº 89 - Nov/Dezembro de 2017 - Ano XVI
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Cientistas empregam técnica usada pela Nasa para detectar mercúrio em chorume





A mesma tecnologia empregada pelo robô Rover Curiosity para analisar o solo de Marte foi utilizada com sucesso no interior de São Paulo para detectar a presença de mercúrio em chorume de aterro sanitário. A espectroscopia de emissão ótica com plasma induzido por laser (LIBS, na sigla em inglês), foi usada pela agência espacial norte-americana, a Nasa, para detectar água e elementos químicos no solo marciano.
Agora, os pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) empregaram a LIBS para detectar mercúrio em amostra superconcentrada de chorume de um aterro sanitário de Cachoeira Paulista, interior do estado. Chorume é um líquido escuro poluente gerado pela decomposição de resíduos orgânicos e o mercúrio é um dos elementos químicos mais tóxicos para a saúde humana e prejudicial ao meio ambiente. O trabalho foi detalhado no artigo “Análise semiquantitativa de mercúrio em lixiviados de aterro usando a espectroscopia de emissão óptica com plasma por pulso duplo de laser”, publicado com destaque no periódico Applied Optics, da Sociedade Óptica (The Optical Society - OSA).
Desenvolvida pela Embrapa, a técnica vem sendo utilizada pela pesquisadora Débora Milori em outras aplicações, mas é a primeira vez que é empregada para detectar e avaliar os níveis de mercúrio em chorume de aterro sanitário. Os resultados obtidos abrem um leque de possibilidades para continuar a investigação, incluindo a detecção de outros elementos poluentes. Os cientistas buscam, agora, melhorar o limite de detecção de mercúrio, atualmente em 76 partes por milhão (ppm).
A aplicação de LIBS na avaliação dos níveis de mercúrio em percolados líquidos de aterro sanitário, conhecido como chorume, é uma técnica ambientalmente limpa, porque não requer preparo de amostras utilizando reagentes químicos. É também considerada rápida, uma vez que realiza medidas em tempo real e muito mais barata comparada a outras técnicas. Métodos convencionais exigem preparação de amostras e geram resíduos químicos.

O estudo é resultado de um trabalho de pós-doutorado do físico Gustavo Nicolodelli, supervisionado por Débora Milori, em parceria com os professores Carlos Renato Menegatti e Hélcio José Izário Filho da Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP), e Bruno Spolon Marangoni, do Instituto de Fí ...


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