Normas internacionais para testes de eficiência em filtros: diferenças e semelhanças entre a EN 779 e ASHRAE 52.2
Edição Nº 90 - Janeiro/Fevereiro de 2018 - Ano XVI
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Normas internacionais para testes de eficiência em filtros: diferenças e semelhanças entre a EN 779 e ASHRAE 52.2



Profa. Dra. Mônica Lopes Aguiar, Ana Elisa Lista e Marcos Vinicius Oishi
Nos dias de hoje as crescentes ondas de calor no país atraem as pessoas cada vez mais para ambientes fechados climatizados. Ora no trabalho, no carro e até mesmo em casa, o ar condicionado se mantém constantemente ligado, expondo as pessoas ao que chamamos de poluição interna.
A falta de troca de ar com o ambiente externo faz com que a contaminação do ar por agentes biológicos, poeiras e outras partículas aumente, podendo atingir até vinte vezes mais o nível de poluição quando comparado ao ambiente externo (PNEUMOLOGIA, 2001).
Uma solução econômica e sustentável à situação é o uso de filtros. Tais equipamentos são inseridos dentro dos ar condicionados para filtração das partículas indesejadas permitindo que o ar, agora mais limpo, retorne a sala. Todavia, o uso do filtro inapropriado pode levar a consequências indesejáveis tanto para a qualidade do ar como para o desempenho do
equipamento e, consequentemente, para o bolso do consumidor.
Sabe-se que existem no mercado diversos filtros, cujas eficiências os classificam de maneira geral em: filtros grossos, médios, finos e absolutos. Tais eficiências são determinadas com base em normas de padronização de testes de filtração para esses materiais. Porém, tais normas possuem diferenças tanto na execução dos testes como também nas informações técnicas geradas. Logo, na hora da compra, o consumidor se depara com dificuldade no entendimento da eficiência real que o filtro possui.
Tendo em vista essa preocupação, será abordado a seguir as semelhanças e diferenças das duas normas mais utilizadas mundialmente. Tratam-se das normas europeia (EN 779) e americana (ASHRAE 52.2).

O que as normas propõem?
Há três propriedades essenciais na hora da aquisição de um filtro: eficiência, resistência à passagem do fluxo e capacidade de retenção de pó. A eficiência mede a capacidade do filtro em remover partículas da corrente de ar. A resistência à passagem do ar mede a diferença de pressão do ar, a uma determinada velocidade de filtração, passando pelo filtro, também chamado de perda de carga. Com o passar do tempo, o filtro torna-se cada vez mais eficiente, porém por outro lado, a resistência do ar também aumenta, elevando o consumo energético de sua operação. O valor máximo de resistência do ar que o filtro pode atingir é denominado perda de carga limite, o qual sinaliza quando o filtro deve ser limpo ou trocado. Por fim, a última c ...


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