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Edição Nº 92 - Maio/Junho de 2018 - Ano XVII
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Produção cresce 14,6% no ano com alta de vendas
A produção das fábricas brasileiras de veículos segue gerando boas notícias de crescimento, com o melhor resultado mensal e trimestral desde 2014.
Com a rara combinação da alta das vendas domésticas – os emplacamentos de leves e pesados produzidos no País avançaram 14,7% no primeiro trimestre, para 481,7 mil unidades – e expansão continuada das exportações (180,2 mil embarcados), a produção nacional soma nos três primeiros quase 700 mil automóveis, utilitários, caminhões e ônibus de janeiro a março, o que representa sustentado aumento de 14,6% sobre igual período de 2017. Com 267,4 mil veículos produzidos só em março, houve também expressiva alta de 25,3% sobre fevereiro (quando a produção foi prejudicada pelo carnaval e menor número de dias trabalhados) e avanço de 13,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
De fevereiro para março os estoques cresceram de 226,5 mil para 23,7 mil veículos parados nos pátios das montadoras e concessionárias à espera de compradores. Este volume corresponde a 34 dias de vendas seguindo o ritmo verificado no mês passado, um a mais do que em fevereiro, o que é pela indústria considerado um nível “razoável”.
Ociosidade e contratações - Antonio Megale, presidente da Anfavea, a associação dos fabricantes instalados no país, destacou que a produção do primeiro trimestre (700 mil) já está bastante próxima da média de 718 mil verificada nos três primeiros meses dos últimos 10 anos (desde 2008). Mas ainda está bastante abaixo do pico histórico de 862 mil atingido entre janeiro e março de 2013.
“A indústria ainda opera com ociosidade”, observou Megale, na média as linhas de produção no país têm 40% de tempo ocioso, ou usam apenas 60% da capacidade total – estimada em 5 milhões de veículos/ano. O índice de capacidade ociosa é menor nas fábricas de automóveis, 37%, e muito maior nas plantas de caminhões e ônibus, 70%.
A Anfavea manteve inalterada a projeção de que a produção nacional de veículos deve somar 3 milhões de unidades em 2018, em avanço de 13,2% sobre 2017. Com esse desempenho, a ociosidade média das fábricas se manterá em 40%. O nível de emprego está voltando a crescer entre os fabricantes de veículos. Até o fim de março o setor empregava o total de 131.221 pessoas, número 3,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, com 4.335 funcionários a mais.
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