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Edição Nº 94 - Setembro/Outubro de 2018 - Ano XVII
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Produção da Cummins deve crescer 31% em 2018
Depois de atingir o menor volume de produção no Brasil dos últimos 20 anos em 2016, quando fez apenas 24,5 mil motores diesel em sua fábrica de Guarulhos (SP), a Cummins está na rota para o segundo ano consecutivo de forte recuperação, acompanhando o crescimento dos fabricantes de veículos comerciais, seus principais clientes. A operação produziu quase 32 mil unidades em 2017, em alta de 30% sobre o exercício anterior, e este ano projeta fabricar 42 mil e repetir o mesmo ritmo de expansão, estimado em 31% para 2018 inteiro. Os números do primeiro semestre mais que confirmam a projeção, com 22 mil motores fabricados e avanço de 60% sobre igual período do ano passado. O fornecimento para caminhões aumentou 59%, para ônibus 75% e 58% para máquinas rodoviárias de construção. 
Luis Pasquotto, vice-presidente da Cummins Inc. e presidente da empresa no Brasil, explica que o crescimento porcentual maior no primeiro semestre acontece porque a base de comparação dos mesmos seis meses de 2017 é baixa. No segundo semestre do ano passado o mercado cresceu mais e por isso de agora em diante o ritmo de expansão deve ser mais contido.
“Superamos o pior momento e continuamos moderadamente otimistas. Apesar das incertezas à frente, como eleições, desvalorização cambial e queda na confiança, o fato é que o mercado continua crescendo. Não é o mesmo nível do passado, mas seguimos em recuperação”, avalia Pasquotto.
Mesmo com o segundo ano de crescimento na casa dos 30%, o volume de motores a ser produzido pela Cummins este ano é menos da metade do recorde de quase 115 mil unidades alcançado em 2011 – uma distorção causada pela mudança da legislação brasileira de emissões no ano seguinte, que provocou o encarecimento de caminhões e ônibus com motorização Euro 5 e estimulou a compra de veículos Euro 3, mais baratos, fabricados até o fim de 2011. O volume se estabilizou em quase 70 mil unidades em 2013, mas depois não parou de cair até o fundo do poço de 2016.
“Nesses últimos anos precisamos fazer um esforço imenso para adaptar a fábrica e manter a rentabilidade, fomos obrigados a reduzir pessoal, trouxemos algumas operações para dentro de casa, mas não desistimos, o Brasil e a região continuaram a ser importantes para a estratégia global da companhia”, destaca Pasquotto. Segundo ele, a empresa voltou a contratar este ano e os investimentos continuaram sendo feitos.
Desde 2015 a Cummins ...


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