Brasil, aberto para negócios
Edição Nº 96 - Janeiro/Fevereiro de 2019 - Ano XVII
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Brasil, aberto para negócios



por Carlo Barbieri
Não é segredo a aproximação ideológica e política entre o presidente eleito no Brasil, Jair Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No final de novembro, os acenos norte-americanos saíram da informalidade virtual e vieram para o plano físico. Em visita à casa de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, um dos principais conselheiros de Trump, o assessor nacional de segurança, John Bolton, permaneceu mais de uma hora em uma reunião a portas fechadas.
Antes mesmo do encontro, Bolton alegou que o Brasil viverá uma nova fase, considerada uma “oportunidade histórica” de aproximação entre os dois países.
Estamos presenciando um dos momentos mais auspiciosos para a relação entre Brasil e Estados Unidos, em especial na área da economia. Pela primeira vez em décadas encaramos dois países com discernimento sobre o potencial do livre comércio, se houver o devido alinhamento entre os dois governos.
A relação comercial com os EUA já chegou a representar 26% do comércio entre os dois países, ao final do governo do Fernando Henrique Cardoso. Atualmente o número está muito menos interessante, representando menos de 10%. Isto foi fruto de um trabalho muito bem feito, embora destrutivo, por parte dos gestores do Brasil ao longo desses últimos 16 anos, procurando tirar a capacidade exportadora de produtos de valor agregado do Brasil.
O conjunto de medidas dos últimos anos fez com que este comércio, que era muito rico, principalmente por ser então representado em mais de 70% por produtos semielaborados e industrializados, caísse, em sua grande maioria, no presente momento ao comercio de commodities.
De um lado, temos um Brasil que priorizará relações de comércio, tirando do primeiro plano as relações ideológicas hipervalorizadas no governo anterior. E, com esta visão macroeconômica e política, seguramente vamos ter assim um novo fluxo não apenas de abertura comercial, mas principalmente de investimentos.
Por outro lado encontramos os Estados Unidos ávidos em fazer bons investimentos. É o momento de enxergarmos que o Brasil tem uma mão de obra extremamente capacitada, um parque industrial referência e que pode desenvolver ou complementar produtos originários da América. Temos ainda, os Estados Unidos que, ao longo de muitos anos, sempre viram no Brasil um grande parceiro e tiveram por anos cerceada essa abertura de negócios, mas que já buscam fazer investimentos neste país, que está ao final de uma crise enor ...


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