Edição Nº 103 - Março/Abril de 2020 - Ano XVIII
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Luca De Meo, do Grupo VW, será novo CEO da Renault
O italiano Luca De Meo será o novo CEO da Renault a partir de julho, confirmou a companhia francesa, após negociar por vários meses a saída do executivo do Grupo Volkswagen, onde trabalhava há 12 anos ocupando diversos cargos de direção, o último deles como chefe da marca espanhola Seat. De Meo irá substituir Clotilde Delbos, que vinha ocupando interinamente a posição desde a demissão de Thierry Bolloré, em outubro passado.
Segundo a imprensa europeia, o milanês De Meo, 52 anos, formado em administração de empresas na Itália, parece ser o nome ideal que a Renault vinha procurando. Com carreira bem-sucedida e vindo de fora, o italiano poderá construir uma nova era na empresa sem a influência de Ghosn – motivo pelo qual Bolloré foi afastado meses depois de assumir o lugar do ex-chefe, de quem era considerado um fiel escudeiro.
Com passagens por diversos países – ele fala cinco idiomas, contando italiano, francês, espanhol, inglês e alemão – e vivência com muitas culturas organizacionais diferentes, De Meo terá como sua primeira missão estancar as perdas da companhia francesa e restaurar a abalada relação com a Nissan, na aliança entre as empresas que também envolve a Mitsubishi. Para isso terá de lançar mão de sua experiência profissional de mais de 20 anos no setor automotivo em que muitas vezes teve de lidar com a competição entre nacionalidades dentro das empresas que passou.
Segundo Jean-Dominique Senard, presidente do conselho de administração do Grupo Renault, essa bagagem de De Meo foi fator decisivo para trazer o executivo ao comando da empresa.
“Levando em conta sua carreira, experiência e seu sucesso, consideramos que Luca De Meo combina as qualidades necessárias para contribuir com o processo de desenvolvimento e transformação do Grupo Renault. Ele é um grande estrategista e visionário das rápidas mudanças do mundo automotivo”, disse Jean-Dominique Senard.
No comando da Seat desde 2015, De Meo tirou a marca espanhola da incômoda posição de divisão deficitária do Grupo VW e fez a empresa voltar ao lucro com rápido crescimento das vendas. O executivo vinha sendo cotado para ser o sucessor de Herbert Diess na direção global da Volkswagen, mas decidiu não esperar pela oportunidade após ter sido preterido em sua passagem anterior como membro do board da Audi responsável por vendas e marketing. Antes de ingressar na companhia alemã, em 2009, ...


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