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Produção de petróleo aumenta 10,9% em abril ante o mesmo período de 2016, diz ANP

Data:5/6/2017

O pré-sal totalizou aproximadamente 1,496 milhão de barris de óleo equivalente por dia, em abril de 2017.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou em seu boletim mensal, que no dia 1º de junho (quinta-feira), que em abril de 2017, a produção de petróleo no Brasil totalizou 2,539 milhões de barris por dia (bbl/d). O volume representa um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo mês em 2016 e uma queda de 0,4% na comparação com o mês anterior. Já a produção de gás natural foi de 103 milhões de metros cúbicos por dia, superando em 7,1% a produção do mesmo mês em 2016 e em 1,2% a de março. A produção total de petróleo e gás natural no País foi de aproximadamente 3,184 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

Pré-sal — A produção do pré-sal em abril totalizou aproximadamente 1,496 milhão de barris de óleo equivalente por dia. A produção, oriunda de 75 poços, foi de aproximadamente 1,207 milhão de barris de petróleo por dia e 45,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, uma redução de 0,2% em relação ao mês anterior. A produção do pré-sal correspondeu a 47% do total produzido no Brasil. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do artigo 2º da Lei nº 12.351/2010.

Queima de gás — O aproveitamento de gás natural no mês alcançou 96,5%. A queima de gás em abril foi de 3,5 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 2,5% se comparada ao mês anterior e uma redução de 11,2% em relação ao mesmo mês em 2016.

Campos produtores — O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 651,7 mil bbl/d de petróleo e 27,6 milhões de m³/d de gás natural.

Os campos marítimos produziram 95% do petróleo e 83% do gás natural. A produção ocorreu em 8.339 poços, sendo 746 marítimos e 7.593 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,5% do petróleo e gás natural.

—Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.102. Dom João Mar, na Bacia do Recôncavo, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62— destacou a ANP.

A FPSO Cidade de Itaguaí, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 192,2 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

Concessões — Em abril de 2017, 295 concessões, operadas por 25 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 80 são concessões marítimas e 215 terrestres. Vale ressaltar que, do total das concessões produtoras, duas encontram-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD), e outras seis são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais. O grau API médio foi de 26,5, sendo 32% da produção considerada óleo leve (>=31°API), 51,5% óleo médio (>=22 API e <31 API) e 16,5% óleo pesado (<22 API).

— As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 133,5 mil boe/d, sendo 106,4 mil bbl/d de petróleo e 4,3 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 128,2 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 5,3 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 284 boe/d em Alagoas, 2.292 boe/d na Bahia, 51 boe/d no Espírito Santo, 2.463 boe/d no Rio Grande do Norte e 247 boe/d em Sergipe— finaliza a ANP.



Fonte:  www.revistafatorbrasil.com.br

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