Publicidade
MEIO FILTRANTE - Venda de veículos vai patinar por 2 a 3 anos

Esta notícia já foi visualizada 118 vezes.

Venda de veículos vai patinar por 2 a 3 anos

Data:23/8/2017

Anfavea prevê altas modestas em curto prazo, de 5% a 10%

MÁRIO CURCIO, AB

Antonio Megale é presidente da Anfavea (foto: Luis Prado)

A venda de veículos ainda vai atravessar um período de baixos volumes em curto prazo, com alta pouco expressiva no mercado interno. “Não acredito em uma grande recuperação nos próximos dois ou três anos. Vejo apenas a possibilidade de crescimento de 5% a 10% nesse período”, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante o Workshop Planejamento Automotivo 2018, realizado na terça-feira, 22, no Sheraton WTC, em São Paulo. O executivo acredita que somente na próxima década o País voltará ao nível de 2013, quando foram vendidas 3,8 milhões de unidades no Brasil.

Megale, no entanto, comemora o pequeno crescimento em 2017 do mercado de automóveis e comerciais leves: “Com a atualização dos números até ontem (21 de agosto) a alta já estava em 4,3%”, diz. Sendo assim, o mês de agosto incompleto teria resultado em uma melhora de 0,3 ponto porcentual sobre o acumulado até julho, que registrava alta de 4% sobre os mesmos sete meses de 2016.

“Em breve faremos uma revisão de nossa projeção em emplacamentos”, diz o presidente da Anfavea. Outra ajuda importante à indústria nacional tem vindo das exportações: “Este ano provavelmente bateremos o nosso recorde, que foi registrado em 2005 com 724 mil veículos”, projetou Megale. 

Ele recorda que parte disso foi possível pela melhora promovida nos carros brasileiros em tecnologia e segurança. “Nossos carros representavam apenas 1,7% do mercado chileno em 2012 e em 2017 essa participação saltou para 11%. O automóvel brasileiro ficou mais competitivo lá, em um país com acesso a modelos de vários países.” 

Megale recorda ainda que as exportações para o Uruguai dobraram este ano e que o aumento da participação em países vizinhos vem diminuindo a dependência da Argentina, que já respondeu por 70% dos embarques feitos pelo Brasil.


Fonte: www.automotivebusiness.com.br 

Comentários desta notícia

Publicidade