Publicidade
MEIO FILTRANTE - Honda prevê alta de até 7% na venda de motos em 2018

Esta notícia já foi visualizada 3141 vezes.

Honda prevê alta de até 7% na venda de motos em 2018

Data:29/9/2017

Queda de inflação, de juros e outros fatores favorecem o setor

MÁRIO CURCIO, AB | De Tuiuti (SP)


Alexandre Cury, diretor comercial da Honda (foto: Mário Curcio)

A Honda começa a notar um ambiente mais favorável para o mercado de motos e crê em aumento nas vendas em 2018. Se isso se confirmar, será o primeiro ano de crescimento do desde 2011. “Acredito em alta de 5% a 7% para o ano que vem se não houver nada muito anormal na economia”, afirma o diretor comercial, Alexandre Cury.

O executivo percebe sinais de melhora decorrentes da queda de inflação, das taxas de juros, do aluguel e recorda que os compradores de moto de baixa cilindrada, das classes C, D e E, são muito sensíveis a esses fatores. Cury lembra também que as vendas por consórcio (quase um terço do total) estão estáveis e destaca o efeito positivo da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “Muitos consumidores sanaram suas dívidas e recuperaram a capacidade de comprar.”

Ele afirma também que já solicitou à empresa que aumente a produção, o que vai gerar contratações em Manaus, mas ainda não consegue dizer quantas. A Honda renovou recentemente a linha CG 160, a mais importante em volume, e acaba de lançar a NXR 160 Bros 2018. Juntas elas respondem por 51,2% das vendas da empresa no Brasil. E a renovação de linha acaba forçando naturalmente o aumento da produção.

Mas se o ambiente melhorou, por que a média diária de emplacamentos no Brasil recuou para 3,3 mil motos em julho e agosto depois de uma sequência de quatro meses com 3,6 mil motos/dia? Cury explica que isso ocorreu porque a Honda, que detém 78,3% do mercado, reduziu intencionalmente a produção da linha CG 160 nos últimos meses para baixar os estoques na rede a fim de fazer a transição da linha 2017 para a 2018. Algumas lojas ficaram até mesmo sem produto. 

“Se não fizéssemos isso as 2017 encalhariam porque as 2018 chegaram com preços muito parecidos, mas mais equipadas. E como a linha CG 160 é a mais vendida do Brasil, acabou alterando os números do mercado como um todo”, explica Alexandre Cury, que acredita em alta mais expressiva na média diária de vendas a partir de outubro. 

O executivo diz que apesar de toda a linha CG 160 ter recebido freios CBS foi possível praticar pequenos reajustes porque tanto a Honda como seus fornecedores ajudaram a absorver boa parte do aumento de custos decorrente da aplicação dessa tecnologia, que ajuda a reduzir a distância de parada e aumenta a segurança dos motociclistas. A partir do ano que vem, 60% dos modelos até 300 cc terão de receber este equipamento ou então os freios ABS.



Fonte:  www.automotivebusiness.com.br 

Comentários desta notícia

Publicidade