Publicidade
MEIO FILTRANTE - Exportações de veículos batem recorde até setembro

Esta notícia já foi visualizada 674 vezes.

Exportações de veículos batem recorde até setembro

Data:6/10/2017

Com 566,2 mil embarques, indústria caminha para o seu melhor ano

SUELI REIS, AB


As exportações de veículos bateram novo recorde ao registrar 566,2 mil unidades embarcadas de janeiro a setembro, de acordo com balanço divulgado na quinta-feira, 5, pela Anfavea, que reúne as fabricantes no Brasil. Segundo a entidade, o volume está 55,7% maior sobre o de iguais meses do ano passado. Com este resultado, a indústria brasileira está prestes a comemora 2017 como seu melhor ano, o que deve mesmo se confirmar até o fim de dezembro, conforme as previsões.

Nelas, a Anfavea aponta que em 2017 as exportações vão chegar a 745 mil unidades, entre veículos leves e pesados, superando o recorde anterior, que é de 2005, quando o País embarcou 724,1 mil veículos. Para alcançar o novo recorde, faltam pouco mais de 178,7 mil, o que dá uma média de 59,5 mil em cada mês deste último trimestre. Vale observar que exceto janeiro, em todos os meses deste ano até setembro o volume de exportação ficou acima das 60 mil unidades. A média do ano, considerando os nove meses completos, está em 62,9 mil por mês e só não é maior por causa do resultado baixo de janeiro, que foi de 37,9 mil.

Os países da América do Sul continuam sustentando a indústria nacional, uma vez que o mercado interno está se recuperando em ritmo lento. Segundo a Anfavea, todos os principais destinos registram crescimento no volume de veículos produzidos no Brasil. O maior deles é a Argentina, que nos últimos doze meses terminados em setembro elevou suas compras em 41,5%, passando de 279 mil em 2016 para 395 mil neste ano. Na sequência vem México (+ 30,1% / 69 mil x 53 mil), Chile (+116% / 26 mil x 12 mil), Uruguai (+109% / 11 mil x 23 mil), Colômbia (+33% / 12 mil x 16 mil) e Peru (+207% / 3,9 mil x 12 mil).

No caso da Colômbia, cujo acordo com o Brasil foi acertado em abril e assinado em julho (leia aqui), a Anfavea revela que ainda não está em vigor. Os carros brasileiros enviados ao mercado colombiano ainda estão pagando 16% no imposto de importação. Neste caso, a alíquota praticada é referente a um acordo de países andinos acordado há mais de 10 anos, que reduziu o imposto gradativamente até chegar ao índice atual, por isso não se aplica aquio máximo permitido pela OMC, de 35%.

Segundo o vice-presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, depois que o bloco andino começou a ter problemas com a Venezuela, o Brasil se viu obrigado a fazer acordos individuais e confirma que o acerto com a Colômbia ainda está em fase de internalização.



Fonte:  www.automotivebusiness.com.br 

Comentários desta notícia

Publicidade