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Autopeças estão mais confiantes na Rota 2030

Data:10/10/2017

70% das empresas do setor creem que novo programa será melhor que o Inovar

MÁRIO CURCIO, AB

Uma pesquisa revela que 70% das fábricas de autopeças acreditam que a nova política industrial Rota 2030 será melhor para o setor do que foi o programa Inovar-Auto. O levantamento foi feito pelo Sindipeças, entidade que reúne indústrias do setor, e ouviu 63 empresas associadas (entre pequenas, médias e grandes), que representaram 26% do faturamento do setor em 2016.

A informação foi divulgada pelo conselheiro do Sindipeças, Gábor Deák, durante o 5º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, realizado em 9 de outubro no Milenium Centro de Convenções.

Em palestra dedicada ao programa Rota 2030, o executivo ressaltou a importância da qualidade para ser competitivo em outros mercados: “Estamos voltando a ser exportadores. Precisamos atender às demandas de mercados externos da mesma forma como alguns fabricantes instalados fora do Brasil nos enviam carros flex”, recorda o executivo.

De acordo com o Gábor Deák, o Sindipeças espera um ambiente mais previsível com a Rota 2030. Essa previsibilidade trará segurança e uma expectativa real de retorno a quem investir.

Para ele, a maior qualidade dos produtos e componentes nacionais virá do estímulo à pesquisa e desenvolvimento, à engenharia nacional e à manufatura 4.0. De acordo com o conselheiro do Sindipeças, o tema qualidade estará presente em toda a base do novo regime automotivo pela busca de novos padrões internacionais. “Toda a cadeia automotiva terá de se engajar para perseguir essa meta.” Entre os impactos da Rota 2030 para o setor de autopeças, Deák espera o estímulo às pequenas e médias empresas, tributação mais justa e também o fomento à pesquisa, desenvolvimento, capacitação de pessoas e em processos atualizados de fabricação de automóveis e componentes. 

AUTOPEÇAS 4.0

A modernização dos processos de manufatura foi explorada também pelo diretor de engenharia e manufatura da Volkswagen para a América do Sul, Celso Placeres, em uma das palestras dedicadas ao tema indústria 4.0. 

Para os fabricantes de autopeças que ainda não se enquadraram nos novos conceitos de manufatura, ele aconselha: “Comece com um número pequeno de tecnologias e desenvolva um parceiro de longo prazo.” Placeres recorda que a adoção de um novo processo pode ocorrer com a entrada de um produto em linha. 

Entre os resultados esperados com a manufatura 4.0 ele enumera: 

- redução de custos; 
- otimização dos recursos; 
- melhor interação entre os fornecedores e o fluxo logístico; 
- redução do consumo de gás, água e energia elétrica; 
- melhor manutenção preditiva; 
- gerenciamento da produção em tempo real. 

Outras considerações nesse sentido foram feitas pelo vice-presidente da Anfavea, Ricardo Martins. Em sua exposição sobre a indústria 4.0 no País ele prevê um nível de automação similar entre todas as montadoras e aumento da qualidade como consequência de processos mais racionais e conectados de manufatura. “Não haverá mais produtos ‘simplesmente bons’ e os prazos de garantia caminham para dez anos”, conclui.


Fonte: www.automotivebusiness.com.br
 

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