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Curso discute estratégias e indicadores de sustentabilidade empresarial

Data:30/10/2017

Pesquisas revelam que a maioria das empresas não tem um sistema estruturado de gestão da sustentabilidade e enfrentam dificuldades para definir seus indicadores socioambientais. Para orientar os gestores de responsabilidade socioambiental, a Universidade Mackenzie oferece um Curso de Extensão sobre o tema.


Uma pesquisa realizada com 796 executivos globais pelo Centro de Cidadania Corporativa da Boston College, em 2016, identificou que 41% dos respondentes publicam relatórios anuais integrados de sustentabilidade com os resultados e esforços socioambientais de suas empresas, sendo que 69% utilizam mais de uma estrutura de mensuração de resultados. Porém, apenas 30% adotam sistemas integrados de mensuração de impactos sociais e ambientais, como por exemplo, índices de emissões de carbono.

Segundo outra pesquisa divulgada recentemente pela DOM Strategy Partners, que ouviu executivos de 223 das 500 maiores empresas do Brasil, em 79% delas o conceito de sustentabilidade fica restrito apenas a um departamento ou liderança e não permeia toda a organização. Além disso, em 74% o tema não ganhou o apoio dos dirigentes e não conta com um sistema de gestão estruturado, com executivos, orçamentos, metas e responsabilidades dedicados a ele.

A pesquisa informa também que 72% tem dificuldades para mensurar os resultados de suas iniciativas de sustentabilidade.

As pesquisas constatam que as empresas estão sendo cada vez mais exigidas para gerar valor compartilhado para todos seus públicos de interesse. Todavia, muitas delas não conseguem gerenciar a ampla variedade de atividades, interesses e objetivos demandados por meio de uma estratégia coerente e integrada.

Outra dificuldade diz respeito a auditoria e prestação de contas da sustentabilidade empresarial. Com tantos indicadores, padrões e índices diferentes para escolher, os gestores tem declarado dificuldade em tomar uma decisão estratégica segura e bem embasada sobre qual instrumento utilizar?

Por isso, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, oferecerá um programa intensivo para melhorar a capacidade das organizações de desenvolver e implementar estratégias e indicadores de sustentabilidade de alto impacto que construam valor compartilhado e gerem vantagem competitiva sustentável. O Curso de Extensão "Estratégias e Indicadores de Sustentabilidade Empresarial" ocorrerá nos dias 18 e 25 de novembro, no Campus Higienópolis, em São Paulo. Saiba mais em: http://up.mackenzie.br/extensao/cursos-de-extensao-2017/gestao-e-negocios/lideranca-e-pessoas/estrategias-e-indicadores-de-sustentabilidade-empresarial-18-a-2511/

Ele será coordenado pelo professor Marco Aurélio Morsch, fundador da Morsch Consulting e professor de estratégia e inovação na Faculdade de Administração da Universidade Mackenzie.

Segundo o Professor Morsch, esta iniciativa ganha relevância no momento atual. Ainda mais quando, segundo a pesquisa da DOM, 39% das empresas ainda não conseguem equilibrar as três dimensões da sustentabilidade e 43% não são realistas na hora de planejar as estratégias de acordo com o segmento em que atuam.

Para compreender e solucionar as questões sociais, ambientais, éticas e de governança que afetam os negócios, os gestores e líderes empresariais precisam primeiro de uma mudança de mentalidade, de uma nova maneira de pensar sobre a atual natureza e caráter das empresas, revendo a lógica e o modelo de negócio capitalista predatório de recursos, explica Morsch. “Primeiro precisamos repensar o conceito de valor. Valor não se limita ao lucro financeiro, ele vai além. É valor integrado que gera preservação ambiental, inclusão social e prosperidade econômica compartilhada”, afirma o professor. Após esta conscientização, os gestores precisam de aprendizado e conhecimento de como implementar programas e práticas de sustentabilidade de maneira integrada e inclusiva, bem como utilizar as ferramentas e os indicadores mais apropriados e eficientes.

Muitas empresas ainda não sabem como implantar as mudanças necessárias e evoluir para um modelo mais sustentável de gestão. É incomodo descobrir que mais da metade (62%) das empresas não inclui seu negócio principal na estratégia de sustentabilidade e 61% comunicam seus planos para o tema de forma ineficiente ou oportunista, o que faz com que os funcionários não abracem a ideia e o público perca a credibilidade.

Para ajudar as empresas na decisão de quais indicadores utilizar, o curso irá abordar os principais padrões, indicadores e métricas de sustentabilidade existentes, tais como como o Global Reporting Iniative (GRI), a ISO 26000, o CDP, a ISO 14000, os Indicadores ETHOS, os ODS, o ISE e o Índice de Sustentabilidade Dow Jones (DJSI).

Outra pesquisa, essa feita pela McKinsey, com 3.203 líderes de várias regiões explorou o porquê e o como as empresas estão abordando ações de sustentabilidade. Dentre as principais práticas relatadas, incluem-se:

• Gerenciar a reputação corporativa, fixando a marca como socioambientalmente responsável (77%)
• Reduzir o uso de energia, água e o desperdício operacional (76%) 
• Reduzir emissões de poluentes em suas operações (73%)
• Gerir portfólio de produtos de modo a captar tendências em sustentabilidade (70%)
• Gerir impacto dos produtos ao longo da cadeia de suprimentos (66%) 
• Adequar-se à legislação e protocolos, aproveitando oportunidades (64%)
• Comprometer os recursos de P&D para produtos que sejam sustentáveis (62%)
• Motivar e otimizar a atração e retenção de talentos sensíveis a causa da sustentabilidade (44%)
• Mitigar riscos operacionais relativos a mudanças climáticas.

Por tudo isso, resume o Professor Morsch, a sustentabilidade empresarial deve ser encarada como propósito essencial e um imperativo estratégico para todo tipo de organização que almeje a prosperidade neste terceiro milênio e mais além.



Website: https://www.linkedin.com/in/marcoaureliomorsch


Fonte: www.noticias.dino.com.br

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