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MEIO FILTRANTE - Congresso SAE vai debater transição da indústria automotiva

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Congresso SAE vai debater transição da indústria automotiva

Data:1/11/2017

Mudanças provocadas por carro elétrico e autônomo serão assunto

GIOVANNA RIATO, AB


O horizonte para a indústria automotiva pode ser assustador, com perspectiva de mudanças na tecnologia, no consumidor e na relação de propriedade entre as pessoas e o automóvel. É justamente este clima de incertezas que a SAE Brasil quer desmistificar durante a edição deste ano de seu congresso, que acontece entre 7 e 9 de novembro no Magno Centro de Eventos, em São Paulo. “Vamos abordar a transição para o futuro da mobilidade. Desmistificar e falar do real impacto de transformações como a chegada do carro autônomo e dos veículos elétricos, além de indicar as expectativas reais para a chegada destas tecnologias”, conta João Pimentel, diretor de operações da Ford Caminhões e presidente do Congresso SAE Brasil 2017. 

Segundo o executivo, é preciso acalmar os ânimos para pensar na estratégia para o futuro, afinal as mudanças não virão de uma hora para a outra. “Não vai ser repentino. O motor a combustão não vai morrer amanhã: teremos muita evolução e idas e vindas pelas próximas décadas.” De qualquer forma, defende, as empresas precisam calcular como vão se reposicionar para atender às novas demandas do mercado e desenhar outros modelos de negócio. 

“Nos próximos anos as vendas globais de veículos devem chegar ao pico de 110 milhões de unidades por ano. Vamos ficar assim por uma década e então este número tende a começar a cair”, diz, admitindo que, independente da tecnologia ou motorização, o futuro do carro deverá ser de uso bem mais racional e eficiente, com menos horas ociosas e mais compartilhamento. “Por isso existe essa convicção de que o negócio das empresas automotivas estará na oferta de serviços de mobilidade, não na venda de veículos”, resume. 

Pimentel acredita que, com o desenvolvimento de tecnologias concentrado principalmente na matriz das empresas automotivas, o papel da engenharia brasileira será de entender o cliente local e adaptar as soluções às necessidades locais, além, claro, de trabalhar particularidades nacionais, como o desenvolvimento de motores flex. 

10 MIL VISITANTES 

O presidente desta edição do congresso calcula que cerca de 450 pessoas estejam envolvidas na organização do evento, que contará com a apresentação de 166 artigos técnicos e ainda uma série de painéis para debater tecnologias automotivas, ferroviárias e aeroespacial. “Esperamos 10 mil visitantes”, diz, sinalizando que o evento tende a ser ligeiramente maior do que o realizado em 2016, que recebeu 7 mil pessoas.

Assista à entrevista exclusiva com João Pimentel, presidente do Congresso SAE Brasil 2017:







Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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