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MEIO FILTRANTE - Petrobras atinge lucro líquido em R$ 5,0 bilhões nos 9M17

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Petrobras atinge lucro líquido em R$ 5,0 bilhões nos 9M17

Data:14/11/2017

No trimestre atingiu R$ 266 milhões no 3T17, e fica no mesmo patamar do segundo trimestre do ano.

A companhia reverteu o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior e refletiu a melhora no desempenho operacional, em linha com as métricas estabelecidas no planejamento estratégico da companhia. No terceiro trimestre de 2017, o lucro líquido atingiu R$ 266 milhões, mesmo patamar do seguindo trimestre de 2017, segundo a direção, que mostrou os dados em coletiva de imprensa e teleconferência com jornalistas no dia 13 de novembro(segunda-feira).

O indicador de segurança (TAR) continuou mostrando avanços e atingiu ao fim do período 1,09 acidentado registrável por milhão de homens-hora. O índice dívida líquida/Ebitda ajustado, também escolhido como métrica de topo da companhia, foi reduzido de 3,54 em 31 de dezembro de 2016, para 3,16 em 30 de setembro de 2017.

Ebtda ajustado — O Ebitda ajustado foi de R$ 63,6 bilhões nos nove meses de 2017, com margem de 31% e estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Este resultado mostra que a redução nas despesas operacionais e o aumento das exportações, com preços mais elevados, compensaram a queda das margens de derivados. Além disso, houve menores gastos com importações pela maior participação de petróleo nacional na carga processada e do gás nacional no mix de vendas. No trimestre, o Ebitda ajustado foi de R$ 19,2 bilhões, também estável em relação ao período anterior.

Com a geração operacional estável e a redução de investimentos, a companhia alcançou um fluxo de caixa livre de R$ 37,5 bilhões nos nove meses de 2017. Na visão trimestral, o fluxo de caixa livre foi de R$ 14,7 bilhões no 3T-2017, completando, portanto, o décimo trimestre consecutivo de fluxo de caixa livre positivo.

A continuidade de uma gestão ativa da dívida possibilitou o alongamento do prazo médio de 7,46 anos em 31 de dezembro de 2016, para 8,36 anos em 30 de setembro de 2017 combinado com uma redução no custo da dívida que saiu de 6,2% ao ano para 5,9% ao ano na mesma comparação. O endividamento líquido em dólares caiu 9% passando de US$ 96,4 bilhões em 31 de dezembro de 2016 para US$ 88,1 bilhões em 30 de setembro de 2017.

Nos nove meses de 2017, a Petrobras registrou produção total de petróleo e gás natural de 2.776 mil boed, sendo 2.660 mil boed no Brasil, 3% acima do registrado nos nove meses de 2016.

Já as vendas de derivados no mercado doméstico foram impactadas pela retração da demanda e pela concorrência mais acirrada com os demais players, atingindo 1.959 mil bpd, uma queda de 6% em comparação com os nove meses de 2016. A companhia manteve sua posição de exportadora líquida com saldo de 385 mil bpd, em função do aumento em 39% das exportações de petróleo e derivados e da redução em 19% das importações, em comparação aos 9M-2016. Contribuiu para a diminuição das importações o aumento da participação de óleo nacional na carga processada.

No trimestre, os destaques foram o aumento das vendas de diesel, a melhora das margens de distribuição de derivados e de geração de energia, além da redução das margens de refino. Além disso, o resultado foi impactado por itens não recorrentes como gastos com adesões aos programas de regularização de débitos federais e contingências judiciais.


“Teve um pequeno impairment — baixa contábil— no terceiro trimestre. As questões extraordinárias (negativas) é que foram de 2 R$ 2 bilhões. Desses R$ 2 bilhões, aproximadamente R$ 900 milhões foram do Refis, — programa de refinanciamento de débitos tributários da União— ”, afirmou o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, em entrevista a jornalistas.

A seguir estão resumidos os principais destaques do resultado do 3T17:



Fonte: www.revistafatorbrasil.com.br



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