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MEIO FILTRANTE - Meirelles defende a geração de energia a gás na base do sistema em evento internacional

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Meirelles defende a geração de energia a gás na base do sistema em evento internacional

Data:30/11/2017

Especialistas do setor concordam com a geração termoelétrica a gás para estabilizar as energias intermitentes


O 9º Fórum Brasileiro Anual de Energia e Infraestrutura, promovido pela Euromoney Seminars, foi realizado nesta quarta-feira, 29 de novembro, em São Paulo, e contou com a participação do secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, no painel que debateu o aumento da geração de energia.
 
No painel que teve a participação do presidente da Servtec, Lauro Fiuza Junior, e do diretor de Regulação, Gestão de Ativos e Administrativo da EDP, Donato Filho, o secretário Meirelles fez uma ampla análise do atual modelo elétrico brasileiro e sugeriu a introdução do gás natural como energia de base na geração elétrica.
 
“São Paulo importa cerca de 60% da energia que consome. Para termos segurança energética no centro de carga e dar estabilidade ao sistema só há uma fonte disponível: o gás natural”, afirmou.
 
Segundo o secretário o potencial hídrico remanescente no Brasil está na região amazônica, mas devido às características geomorfológicas as novas usinas só poderiam ser a fio d’água, o que causa a intermitência do sistema no período seco. 
 
O moderador do painel, Lauro Fiuza, corroborou com a opinião do secretário. “A idade da pedra não acabou por falta de pedra e a idade do petróleo não vai acabar por falta de petróleo. Nós teremos uma mudança de fontes, da hidrelétrica para a solar e a éolica e do petróleo para o gás natural”, destacou Fiuza.
 
Segundo o diretor da EDP, a empresa realizou testes de como sustentar a expansão da geração de energia solar e eólica no sistema. “O que se mostra mais viável são as usinas térmicas a gás na base para sustentar o fortalecimento das renováveis”, afirmou. 
 
Ainda de acordo com Donato Filho, o Brasil viabilizou usinas hidrelétricas com baixa eficiência e térmicas a gás com custo elevado. “A gente tem que criar um modelo em que o fluxo financeiro acompanhe o fluxo elétrico”, disse.
 
A tarde o secretário-adjunto de Energia e Mineração, Ricardo Toledo Silva, participou de mesas redondas de discussão com os participantes do evento esclarecendo dúvidas sobre as diretrizes estratégicas do Governo do Estado no setor elétrico e os projeto em execução na pasta.


Fonte: Secretaria de Energia e Mineração / www.energia.sp.gov.br

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