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MEIO FILTRANTE - Energia deve representar 60% dos novos financiamentos de infraestrutura do BNDES

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Energia deve representar 60% dos novos financiamentos de infraestrutura do BNDES

Data:8/1/2018

Expectativa é que banco financie R$ 32 bilhões em 2018 e em 2019. Desembolsos em 2017 ficaram em R$ 13,43 bilhões


A expectativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social é que, ao longo de 2018 e 2019, o setor de energia seja o responsável por 60% dos novos financiamentos concedidos na área de infraestrutura, representando R$ 32 bilhões. No biênio 2016/2017, o setor também teve boa performance na comparação com 2016, tendo crescido 52% nas contratações, com R$ 15,46 bilhões e nos desembolsos, que aumentou 69% chegando aos R$ 13,43 bilhões. Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 4 de janeiro, a diretora de infraestrutura do banco, Marilene Ramos, creditou a bom desempenho a constância que dos leilões nos últimos anos e a prioridade que o banco tem dado aos projetos de energia renovável. “A área de energia é uma área demandante no banco. Nossas prioridades são as energias renováveis”, afirmou aos jornalistas.

Desses R$ 32 bilhões esperados para 2018/2019, R$ 14,5 bilhões virão de projetos já enquadrados ou em análise de geração, transmissão ou distribuição, enquanto os R$ 18 bilhões restantes virão do potencial esperado nos leilões de energia que serão realizados no período. Para 2018, a expectativa é que os desembolsos para energia fiquem no patamar de 2017. Já as aprovações devem subir para R$ 14,5 bilhões, com uma tendência de subida para 2019, impactada pelos leilões.

Sobre os leilões realizados em dezembro, a superintendente de energia da área de infraestrutura do banco, Carla Primavera, os considerou exitosos do ponto de vista financeiro, sendo um ensaio para a divulgação das novas condições do banco. “Prover financiamento de longo prazo para esses empreendimentos foi uma estratégia bem-sucedida, tanto é que o percentual de contratação desses foi altíssimo, ao contrário dos leilões de 2015 e 2016

Segundo ela, 2017 foi o ano em que energia eólica superou os demais segmentos, tanto em desembolsos quanto em contratações. Os desembolsos e aprovações para os projetos eólicos praticamente dobraram de 2016 para 2017, ficando em R$ 7 bilhões de desembolsos e R$ 8 bilhões em aprovações, considerado um recorde. Para 2018 e 2019, ela também quer manter o mesmo ritmo expressivo de 2017 nas renováveis, mas ela também espera que as contratações de projetos de transmissão aumentem bastante em 2019, devido ao êxito dos últimos certames. “Temos investimentos contratados expressivos e o desembolso desses valores vão se dar a partir de 2019”, avisou.

Fonte: Canal Energia / www.energia.sp.gov.br 

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