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Fenabrave revisa para cima projeções de 2018 após 1º trimestre positivo

Data:4/4/2018

Concessionárias agora esperam vender 15,1% a mais do que em 2017; previsão anterior apontava alta de 11,8% no ano 

SUELI REIS, AB


Ao apurar crescimento de 15,5% das vendas de veículos no primeiro trimestre, para pouco mais de 545,5 mil unidades, entre leves e pesados, a Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias no Brasil, revisou para cima suas projeções para o ano. Se em janeiro o setor de distribuição esperava alcançar os 2,5 milhões de veículos vendidos este ano, em alta de 11,8% sobre os 2,23 milhões emplacados em 2017, agora prevê vender 15,1% a mais em 2018, vislumbrando volume de 2,57 milhões, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. 

Com isso, a entidade projeta alta em todos os segmentos: para os leves, o aumento deverá ser de 15,2%, para pouco mais de 2,5 milhões de unidades de automóveis e comerciais leves, enquanto que para pesados o avanço é previsto em 13,9%, para 76,5 mil caminhões e ônibus. Na projeção anterior, a Fenabrave apontava alta de 11,9% para leves e de 8,6% nos pesados.


De acordo com o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, o desempenho positivo do setor de distribuição em março e no acumulado do primeiro trimestre, aliado ao melhor cenário econômico, influenciou a entidade a rever as perspectivas para o ano. No segmento de leves, Alarico elenca alguns fatores que vêm contribuindo para elevar as vendas de automóveis e comerciais leves nestes primeiros meses de 2018, como o maior índice de confiança entre os consumidores e a pequena redução da inadimplência, que fechou fevereiro em 3,73%, contra 3,78% verificados em janeiro (os dados de março ainda não forma divulgados pelo Banco Central).

“Há uma expectativa de queda ainda maior [na inadimplência], o que gera disponibilidade de crédito para o financiamento de veículos”, destaca o presidente da Fenabrave.


A MB Associados, consultoria econômica que atende a entidade, reforça que o ambiente previsto para o ano é sustentável. “Há um cenário econômico com ciclo positivo apontando para um crescimento bastante razoável, o que vai contribuir bem para o desempenho do setor”, destaca a consultora Tereza Maria Dias. “A inflação está sob controle e há uma expectativa de que a Selic baixe ainda mais para 6,25%. Mantivemos nossa previsão de um PIB 3,5% maior do que 2017. Sobre o resultado da eleição, acredito que vai ter influência mais no ano que vem do que este ano; não há grandes preocupações para 2018”, comenta.

Em sua análise, Assumpção Júnior admite que as vendas podem ser até maiores que os 15% previstos pela entidade para o ano, se for regulamentada a nova política industrial Rota 2030. O executivo acredita que há possibilidade de haver alguma novidade a esse respeito após a saída de Henrique Meireles do Ministério da Fazenda para se candidatar nas próximas eleições. Previsto para o início de 2018, o Rota 2030 parou de andar desde que o MDIC e o Ministério da Fazenda entraram em colisão sobre a concessão de incentivos fiscais à indústria automotiva, que pelo programa anterior, o Inovar-Auto, recebeu cerca de R$ 1,3 bilhão por ano em isenções tributárias em troca de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e engenharia no Brasil.

Para o presidente da Fenabrave, uma vez aprovado, o Rota 2030 impulsionaria a produção de veículos mais eficientes, e portanto, aumentaria as vendas, assim como foi com o Inovar-Auto, que trouxe uma leva de novos produtos a fim de que as montadoras pudessem atingir os novos níveis de eficiência energética exigidos pelo programa para garantir maiores descontos no IPI.

DESEMPENHO POR SEGMENTOS

O que se viu no primeiro trimestre também é a junção de alguns fatores: março consolidou a fama de um mês forte em vendas para todos os segmentos. O mês passado também teve três dias úteis a mais que fevereiro, foram 21 contra 18, favorecendo os negócios também no acumulado do trimestre. Segundo a Fenabrave, considerando todos os segmentos, a média diária cresceu 20% no comparativo anual do primeiro trimestre, passando de 6.523 unidades/dia em 63 dias úteis de 2017 para 7.839 unidades/dia em 61 dias úteis deste ano.

No segmento de leves, o setor registrou o emplacamento de 527,3 mil automóveis e comerciais leves nos três primeiros meses do ano, o que representou alta de 14,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado. O segmento foi puxado pelos automóveis, que anotaram alta de 15,2% no acumulado, para 451,3 mil unidades. Neste ano, é previsto o aumento de 12,6% dos emplacamentos de automóveis, para pouco mais de 2,08 milhões de unidades. Já para os comerciais leves, a alta foi de 11,7% no trimestre, para pouco mais de 75,9 mil. Com este desempenho, a Fenabrave prevê encerrar o ano com 8,1% mais veículos vendidos desta categoria, para algo em torno de 341,8 mil unidades.

Para pesados o período também foi bastante positivo: os licenciamentos de caminhões subiram 51,6%, para 14,6 mil unidades. Vale lembrar que a base de comparação é baixa: no ano passado, as vendas não passaram das 9,7 mil unidades no primeiro trimestre. Este ano a Fenabrave sugere que deve faltar caminhão por causa da capacidade limitada da indústria em atender a demanda. No segmento ônibus, as vendas cresceram 40%, passando de 2,52 mil para 3,53 mil unidades. Com isso, a entidade espera fechar 2018 com 8,6% mais caminhões e ônibus emplacados, com volumes beirando as 73 mil unidades.


Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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