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MEIO FILTRANTE - Com vendas em alta, produção de caminhões avança 55% no trimestre

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Com vendas em alta, produção de caminhões avança 55% no trimestre

Data:6/4/2018

Fábricas entregam mais de 24,4 mil unidades no período, mas ociosidade segue em 70% 

SUELI REIS, AB
 
Com as vendas e exportações aquecidas, a produção de caminhões avançou 55% no primeiro trimestre quando comparado com igual período do ano passado, apontam os dados da Anfavea divulgados na quinta-feira, 5. A associação das montadoras indica que foram entregues de janeiro a março mais de 24,4 mil unidades: há um ano, este volume era de 16 mil. Só em março, as linhas de produção elevaram seus volumes em 28% sobre o total feito em fevereiro, ao atingirem as 9,9 mil unidades. Sobre março de 2017, este volume foi 67% maior.
 

A retomada das vendas é um dos principais fatores que impulsionou o ritmo das linhas de montagem: no primeiro trimestre, o mercado brasileiro comprou 14,5 mil unidades, 50,4% a mais do que em iguais meses do ano passado. Março contribuiu com quase 6 mil caminhões, aumento de 46,8% sobre o volume de 4 mil licenciados em fevereiro. Também houve avanço de 44,5% sobre março de 2017, quando o setor havia vendido 4,1 mil veículos pesados.

“Foi o melhor março desde 2015”, comemorou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.


Megale explica que o setor de transporte de cargas é termômetro do PIB: “Se estamos vendendo caminhões é porque a economia vai bem”, argumenta. “Abril já começou bem, com média diária acima de 300 unidades”, revela. Em março, a média de vendas de caminhões foi de 282 unidades nos 21 dias úteis do mês. Ele aponta que vários fatores vêm contribuindo para os volumes mais elevados neste ano e cita que o mercado agora conta com mais alternativas de financiamento além do Finame (BNDES), como o CDC (crédito direto ao consumidor), que passou a ser uma opção competitiva para os transportadores, além do leasing operacional, que vem sendo utilizado por algumas empresas.

Assim como o mercado interno, as exportações também seguem em alta: nos primeiros meses do ano, o volume subiu 25,3% na comparação anual, para pouco mais de 7,3 mil unidades.

Contudo, o executivo considerou que a ociosidade do segmento segue em alta: atualmente, a indústria nacional de comerciais pesados está utilizando apenas 30% de sua capacidade total. “É um crescimento que traz bons números, mas ainda precisa crescer mais: este volume de 14,5 mil nos remete ao nível de vendas de 2003”, lembra Megale.

O vice-presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, lembra ainda que a base de comparação ainda é muito baixa, embora ele indique otimismo por parte das fabricantes: “O telefone está tocando”, afirma, em alusão ao maior movimento nos departamentos de vendas e no setor de distribuição. Moraes afirma que há crescimento em todos os principais subsegmentos da economia, com destaque para o agronegócio.

“Este crescimento de 50% no trimestre confirma que estamos no caminho certo para alcançar a nossa previsão de aumentar de caminhões as vendas em 25% neste ano. Vamos parar de falar de queda e falar de crescimento agora. Com o crescimento da economia, previsto entre 2,8% a 3%, acreditamos que o segmento volte a ter mais representatividade no crescimento do País.”



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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