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Ford aposta em crescimento de 43,5% nas vendas de caminhões em 2018

Data:11/4/2018

Montadora calcula volume de 74 mil unidades; projeção anterior apontava alta de 20% no ano 

SUELI REIS, AB | De Tatuí (SP)


Não há dúvidas de que o mercado de caminhões vem reagindo melhor do que o esperado: a Ford Caminhões vem observando um aumento expressivo das encomendas, o que refletiu em sua nova projeção para 2018: a empresa aposta que o mercado interno atingirá as 74 mil unidades. Se for confirmado, este volume será o maior desde 2015 e representaria crescimento de 43,5% sobre os 51,5 mil emplacados em 2017.

“No início deste ano, esperávamos um crescimento de 20% até 30% para 2018, mas desde a Fenatran [realizada em outubro de 2017], e com o fechamento do primeiro trimestre, há um crescimento importante em andamento, apontando que o mercado não absorveria apenas 20% a mais do que o ano passado”, explica o diretor de vendas e marketing da Ford Caminhões para o Brasil, Oswaldo Ramos.

Fatores como a necessidade de renovação de frota, as facilidades de crédito com a redução de juros, maior disponibilidade para todos os segmentos, inclusive para pequenas e médias empresas, que agora podem financiar 100% do bem via Finame-BNDES, além de um CDC mais atraente, tem impulsionado o setor, que vem apresentando reações satisfatórias, embora diferentes, entre as categorias.

O segmento extrapesado, que abrange caminhões acima de 47 toneladas de PBT, é a que mais ganhou força e a primeira a reagir positivamente após a crise, muito em função da alta demanda do agronegócio. Para a Ford, o segmento continuará puxando o mercado total de caminhões no Brasil: sua projeção aponta para quase 32 mil unidades em 2018, um crescimento expressivo de 87% sobre os 17 mil feitos em 2017.

Contudo, a Ford, que não possui modelos pesados e extrapesados com PBT acima de 30 toneladas no País, não despreza seu portfólio, cujos produtos abrangem os caminhões semileves, leves, médios e pesados com PBT de até 30 toneladas. Considerando sua nova projeção, na soma destas quatro categorias, denominadas chassis rígidos, a empresa espera que o volume cresça quase 22% este ano, para 41,3 mil unidades contra as 33,9 mil vendidas em 2017.

O diretor reforça que estes caminhões atendem os mais variados segmentos de transporte de carga, seja urbano ou rodoviário de média e longas distâncias, incluindo atividades como o transporte de bebidas, cargas perigosas, cargas valiosas e de maior valor agregado, além de serviços públicos, como coleta de lixo, entre outras. 

“Todos esses segmentos estão crescendo e há espaço para todos eles em nosso portfólio. Nosso objetivo é atingir os 25% de participação nos chassis rígidos”, traça Ramos.

Ele conta que no cenário atual, ganha a montadora que tiver maior agilidade em capacidade de entrega. “A flexibilidade na fábrica de São Bernardo nos permite atender todos os nossos pedidos de forma favorável ao cliente”, reforça. A planta, que hoje opera em um único turno, adotou um sistema de produção que alterna a fabricação de veículos entre caminhões e automóveis na mesma linha de montagem. Segundo Ramos, até o ano passado a produção estava em um para um: em um dia se produzia caminhão e no outro, automóveis. “A demanda de caminhões cresceu e agora essa proporção não é mais em um para um: estamos usando mais dias que eram dos automóveis para atender os pedidos”, revela.

REDE E REPOSICIONAMENTO DO NEGÓCIO

Há dois anos, quando Ramos assumiu a direção de vendas da Ford Caminhões, a empresa iniciou um processo de reposicionamento da marca, que refletiu diretamente na rede de concessionárias. Ramos explica que a ideia é manter as atuais 110 revendas distribuídas em todo o País, contudo, o processo, ainda em andamento, reduzirá o número de grupos empresariais à frente dos negócios.

“Eram quase 70 grupos e vamos reduzir para 40, o que dá em torno de duas a três lojas por grupo. É um momento de transição e vamos sair ainda mais fortes da crise”, afirma.

Ramos conta que a formação da rede será em sua maior parte composta por grupos que já atuam como representante Ford, havendo apenas uma expansão desses mesmos grupos. A montadora também está mais seletiva quanto a escolha dos empresários: apenas cinco entre os 40 serão novos na representação da Ford. “São pessoas que já tem uma vivência dentro do negócio de caminhões, não há mais espaço para amadores”, diz. “Há 4 ou 5 anos, a rede era somente preocupada em vender. Com a revisão estratégica de nossa marca, vamos focar em mais serviços, e relacionamento com o cliente e esse relacionamento, principalmente com clientes maiores, também será feito via montadora”. 



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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