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Matthias Müller deve deixar comando do Grupo VW

Data:11/4/2018

Müller (esq.) está à frente do grupo desde 2015. Diess é o atual chefe da marca Volkswagen

Herbert Diess, atual chefe da marca VW, pode assumir o cargo em reunião na sexta, 13 

O Grupo VW pode substituir seu CEO Matthias Müller pelo atual chefe da principal marca, Herbert Diess, como parte de uma revisão de sua estrutura administrativa. 

Dois meses atrás, fontes próximas à alta direção da VW disseram que Müller estaria frustrado com a falta de apoio a seus esforços por mudanças e com a incapacidade da empresa de traçar uma linha de solução ao escândalo de emissões, o dieselgate, descoberto no segundo semestre de 2015. 

A notícia foi divulgada pelo site Automotive News com informações da agência Reuters. A VW, que ainda luta contra o dieselgate, informou na terça-feira que poderia substituir Müller como parte dessa reformulação, com o que o próprio Matthias teria concordado. Diess, um ex-executivo da BMW, entrou para a Volkswagen em 2015 e poderá assumir o novo cargo nesta sexta-feira, 13. 

Matthias Müller, de 64 anos, substituiu Martin Winterkorn uma semana após o estouro do escândalo dos motores a diesel. Seu contrato vai até 2020. Vale recordar que o dieselgate causou enorme prejuízo à montadora e à sua imagem com recalls, multas e recompra de veículos. 

Fontes da Reuters próximas ao Grupo VW afirmaram também que o conselho de supervisão da VW deve se reunir na sexta-feira e também discutir os esforços para preparar o caminho para a venda da divisão de caminhões e ônibus da VW por meio da oferta de ações. A companhia precisa arrecadar dinheiro, já que vem gastando bilhões de euros em carros elétricos e novos serviços de mobilidade. 

Diess, de 59 anos, tem pressionado pela reestruturação da marca VW e suas tentativas de redução de custos geraram confronto com sindicatos poderosos. 

A provável saída de Müller ocorreria dias após o Deutsche Bank ter demitido o CEO John Cryan em busca de lucro e mudança, substituindo-o pelo presidente do setor de varejo, Christian Sewing. Os rumores pela troca de comando fizeram subir o valor das ações da VW pelo mundo. 

A reviravolta na gestão contrasta com o forte desempenho operacional da montadora, que no ano passado registrou recorde de vendas e lucro. O persistente cabo de guerra entre as famílias controladoras da VW, sindicatos e partes interessadas dificultou a realização de mudanças estruturais, que os investidores disseram essenciais à VW. 

De acordo com o próprio Grupo VW, o presidente do conselho, Hans Dieter Poetsch, está atualmente conversando sobre a mudança de estrutura com membros do conselho supervisor e do conselho administrativo. 


Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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