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MEIO FILTRANTE - Toyota comemora maior eficiência dos fornecedores

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Toyota comemora maior eficiência dos fornecedores

Data:13/4/2018

O CEO da Toyota América Latina Steve St.Angelo (esq.) entrega a Takayuki Habu, presidente da Pioneer do Brasil, o prêmio de melhor fornecedor de 2017

Nível geral de qualidade de 10 ppm já é melhor que média mundial de 15 

PEDRO KUTNEY, AB

Ainda no começo da saída da profunda recessão pela qual passou nos últimos três anos a indústria automotiva instalada no Brasil, a Toyota premiou os fornecedores locais que registraram os melhores desempenhos em 2017. Os resultados revelam bons números, com destaque para sensível aumento da eficiência da cadeia de suprimentos. O nível geral de qualidade dos componentes recebidos atingiu 10 ppm (partes por milhão com defeitos), melhor do que a média global da companhia de 15 ppm, e pela primeira vez a meta de redução de custos foi alcançada. 

“Apesar de todas as dificuldades, os fornecedores atingiram a meta média de qualidade de 10 ppm que estávamos perseguindo já havia 20 anos, e boa parte reduziu custos”, afirma Celso Simomura, vice-presidente da Toyota do Brasil.


Responsável por compras e engenharia, Simomura tem bons motivos para comemorar o melhor momento na história de 60 anos da Toyota no Brasil: a produção está no topo da capacidade (as fábricas de Indaiatuba e Sorocaba devem fazer 200 mil veículos este ano), o volume de compras cresceu 23% no ano fiscal abril/2017-março/2018 comparado com o exercício anterior, ao mesmo tempo em que os componentes comprados estão melhores e mais baratos. 

Simomura comemora que, porcentualmente, mais da metade dos volumes de componentes fornecidos está acima dos padrões mínimos de qualidade exigidos, o que garante a boa reputação da marca. “A média de 10 ppm ainda é maior do que a de 5 ppm na Ásia, mas é muito relevante o fato de estarmos aqui melhor do que a média global de 15 ppm”, ressaltou. 

Com isso, também está aumentando o índice de nacionalização dos carros fabricados no País, gira em torno de 75%, contra 60% bem pouco tempo atrás. Em síntese, significa que a Toyota está conseguindo avançar com sua cadeia local de suprimentos saudável e sustentável. As importações de componentes também estão aumentando, mas Simomura pondera que isso ocorre porque a produção também cresce. 

Dos 120 fornecedores de peças no Brasil, Simomura aponta que a grande maioria conseguiu equilibrar as contas e elevar a eficiência. “Até porque no nosso caso não houve redução de pedidos, muito pelo contrário, aumentamos, não só por causa da recuperação das vendas domésticas (de veículos), mas também porque as exportações cresceram e já são responsáveis por 27% da produção”, explica. “Como estamos em situação melhor que a do mercado (sem ociosidade), temos oportunidade de desenvolver nossa cadeia”, acrescenta. 

O chefe de compras contabiliza apenas quatro fornecedores em situação delicada, “mas estamos fazendo um trabalho forte com eles, indicamos melhorias em processos, os kaizens, e ajudamos até financeiramente com a compra direta de matérias-primas”, conta o executivo. “Tudo que não queremos neste momento é perder vendas por falta de peças”, pondera. 

Entre as soluções propostas, por exemplo, um dos fornecedores aceitou reduzir o número de plantas produtivas de duas para uma e a Toyota colaborou com o projeto de novas linhas que adotam seu reconhecido e copiado método de produção mais eficiente. 

NOVOS PRODUTOS, MAIS FORNECEDORES


Durante o 16º Suppliers Conference, realizado da quarta-feira, 12, a Toyota aproveitou para mostrar aos fornecedores um dos primeiros protótipos do Yaris brasileiro, com algumas características especialmente desenhadas para o Brasil – o hatch entra em produção na fábrica de Sorocaba (SP) no meio deste ano. “Quisemos chamar a atenção sobre o novo produto e como ele traz novos negócios na parceria com eles”, conta Simonura. 

O executivo revelou que o Yaris já nasce com 72 fornecedores locais, sendo que seis deles são novos na Toyota e dois foram especialmente desenvolvidos para substituir importação de novas tecnologias. 

“O Yaris já aumentou nossa cadeia e continuamos a apresentar o road map para o futuro, para que os fornecedores comecem a estudar junto conosco novas oportunidades de produção local de componentes e sistemas.”


“Existem novas plataformas que deverão chegar ao Brasil e nosso projeto é regionalizar a cadeia de suprimentos na América Latina, promovendo sinergia entre as plantas na região para aumentar a escala de produção. Dessa forma criamos volume interessante para fazer aqui o que antes precisávamos importar”, destaca o executivo. 

“Para isso acontecer é fundamental adotar algumas padronizações únicas na região. Hoje conseguimos nacionalizar alguns componentes de maior volume no Brasil mas não fazemos o mesmo para a Argentina que usa peças diferentes e o volume não compensa, aí é necessário continuar importando”, explica. 

Simomura defende que a cadeia automotiva brasileira precisa ser fortalecida para criar volumes de produção atraentes e assim competir globalmente. “Com acordos comerciais que deverão ser fechados, como com a União Europeia, para sobreviver à competição precisamos de fornecedores fortes, ou pode acontecer aqui o que aconteceu na Austrália, onde as montadoras decidiram sair do país por falta de competitividade para produzir localmente. A Toyota está saindo de lá”, lembra. 

PRÊMIO TOYOTA

Ao todo, a Toyota conferiu grau de excelência a 21 fornecedores que em 2017 superaram as metas nas categorias de qualidade, logística, redução de custos. Outros 59 receberam certificados porque atingiram os objetivos propostos. Também foram premiadas empresas em duas categorias especiais, “Engenharia de Valor e Análise de Valor (VA/VE)” e “Meio Ambiente”. Veja abaixo os premiados: 

• MELHOR FORNECEDOR 2017

- Pioneer
Empresa atingiu 100% das metas em qualidade, redução de custos e logística


• QUALIDADE

- Excelência*: Dana, G-KT Brasil, Mahle, NSK Brasil, Plastic Omnium, Schaeffler, TPR 
*Fornecedores que entregaram componentes sem qualquer defeito (zero PPM), nem registraram reclamações graves de desempenho durante em 2017

- Certificado*: 3M, Adient, Aisin Automotive, Autoneum, Basf, Benteler, Bosal, Bosch, Brose, Casco, Cobra, Cooper, Delga, Denso, Elring Klinger, Fagor, GKN Sinter, ITW, JTekt, Log & Print, Nitto Denko, NTN, Panasonic, Pecval, Pilkington, Rassini, Sanko, Sanoh, Scorpios, SNR, Sumidenso, Sumiriko, TRBR, Triospuma, Tyco, Yazaki, ZF
*Fornecedores que atingiram a meta de no máximo 10 PPM (partes com defeito por milhão de unidades)


• LOGÍSTICA

- Excelência*: Bosal, Casco, G-KT Brasil, NSK Basil, Sanko, ZF Lemforder
*Fornecedores que já tinham conquistado o grau de certificado neste requisito há um ano, além de cumprir prazos de entrega de todas as peças sem divergências de data ou horários em 2017

- Certificado*: Aisin AI, Basf, Cobra, Denso TEN, Panasonic, Plastic Omnium, Regali Fundição, SNR, TPR, Trimtec 
*Fornecedores que durante o ano cumpriram os prazos de entrega


• REDUÇÃO DE CUSTOS

- Excelência*: Aisin AI, Denso, Panasonic, SGBR, Stanley, Tyco, Yazaki, Zanettini Barossi
*Fornecedores que excederam as expectativas da Toyota por ideias já adotadas para redução de custos em no mínimo 4% 

- Certificado*: Adient, Aptiv, Casco, GKN, KYB-Mando, NTN, Pecval, Sanoh, SMR, Takata, TRBR, Valeo
*Fornecedores que apresentaram ideias para redução de custos em 4%, mas ainda não implantaram medidas para isso


• MELHOR ENGENHARIA DE VALOR E ANÁLISE DE VALOR (VA/VE)

- Yazaki


• MEIO AMBIENTE

- Kanjiko 


Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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