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Anfavea vai rever projeções de máquinas agrícolas para cima

Data:8/5/2018

Mesmo com queda no quadrimestre, montadoras preveem fechar o ano com alta nas vendas 

SUELI REIS, AB

A queda de 7,2% das vendas de máquinas agrícolas e de construção no primeiro quadrimestre do ano sobre igual período do ano passado não intimidou a Anfavea, associação das fabricantes, em reafirmar que encerrará o ano com crescimento das vendas, e desta vez, em um nível maior que o esperado no início de janeiro, quando divulgou suas projeções de mercado para 2018. O volume menor dos primeiros quatro meses do ano no comparativo anual, que chegou a 11,6 mil, pode representar apenas o começo de um ciclo mais robusto, com a expectativa da segunda maior safra da história.

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, a Agrishow, a maior feira do setor agrícola no Brasil, indica o termômetro do setor. “A feira foi um sucesso em termos de compromisso de negócios e a tendência é que eles se consolidem nos próximos meses”, disse na segunda-feira, 7, durante apresentação dos números do setor.

Dados preliminares divulgados pela organização da feira indicam que os negócios alcançaram recorde de R$ 2,7 bilhões, um aumento de 22% na comparação com a edição anterior. Com isso, se antes as montadoras esperavam alcançar volume de 46 mil máquinas e equipamentos em 2018, representando aumento de 3,7% sobre as 44,4 mil vendidas em 2017, agora a Anfavea espera elevar esse número a 47,7 mil unidades, pelo menos.

“Mantemos as previsões este mês, mas há um claro viés de alta para as vendas internas de máquinas. No próximo mês, quando faremos a revisão, vamos dobrar este número de 3,7% para, pelo menos, 7,5% a 8%, pode ser um pouco mais, vai depender do balanço final da Agrishow e do anúncio do Plano Safra 2018/2019 pelo governo”, completou Megale.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alfredo Miguel Neto, o setor agrícola vem retomando suas atividades por diversos fatores e destacou a oportunidade para o setor de grãos, especialmente a soja, que encontra vantagens no mercado internacional devido às dificuldades de negócios entre Estados Unidos e China, por exemplo. Ele cita ainda que durante a feira, as vendas foram maiores em todos os segmentos, não só para grãos. Além disso, citou dados de confiança do setor, que atingiu os 107 pontos no primeiro trimestre.

Megale complementa ao afirmar que embora a safra deste ano não seja recorde, mas a segunda maior da história, pode representar recorde em rentabilidade, uma vez que os preços das commodities estão em alta. “E rentabilidade para o produtor significa investimento em maquinário e produtividade”, disse.

O otimismo com o mercado interno deve melhorar os volumes de produção nos próximos meses. De janeiro a abril, o setor montou pouco mais de 17 mil máquinas, leve aumento de 1,3% no comparativo anual. Neste caso, a produção só não foi negativa por causa das exportações, que cresceram 26,3%, ao passar de 3,1 mil para 3,9 mil no acumulado dos quatro meses do ano.

“As exportações vêm em um ritmo bom de crescimento, apesar de ainda não ter atingido a média dos últimos dez anos para o primeiro quadrimestre, que é de 23,9 mil”, completou Megale.



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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