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G20 conclui que uso de gás prejudica metas climáticas

Data:13/6/2018

Julio Ottoboni

Um novo relatório revela que os países do G20 deverão investir mais de US $ 1,6 trilhão em novos projetos de gás, colocando em risco as metas climáticas estabelecidas no Acordo de Paris. Publicado pela Oil Change International e endossado por mais de 20 organizações em todo o mundo, o relatório Debunked: The G20 Clean Gas Myth mostra que:

• A noção de que o gás fóssil possa ser um “combustível de transição” para um clima estável é um mito. As emissões dos campos de gás existentes, juntamente com o desenvolvimento de petróleo e carvão existentes, já excedem os orçamentos de carbono alinhados com o Acordo de Paris. Mesmo que todas as minas de carvão fossem fechadas amanhã, o gás e o petróleo em campos já desenvolvidos levariam o mundo além do orçamento de carbono para 50% de chance de permanecer abaixo de 1,5ºC de aquecimento global.

• Apesar dessa realidade, os países do G20 devem investir mais de US $ 1,6 trilhão em novos projetos de gás até 2030. Se isso acontecer, as emissões liberadas até 2050 dificultariam enormemente o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris, que foi assinado por todos os membros do G20.

• Cinco países – Estados Unidos, Rússia, Austrália, China e Canadá – deverão ser responsáveis ??por 75% do capital investido na produção de gás nos países do G20 entre 2018 e 2030.

“O gás fóssil é uma falsa solução e isso se torna mais evidente diante das fontes renováveis ??e sustentáveis de energia que são econômicas e proporcionam acesso à energia para as pessoas mais pobres através do uso de energia eólica e solar. Para quê uma “ponte” se você pode saltar para a energia verdadeiramente limpa?”, questiona a Dra. Katherine Kramer, líder global em mudança climática da Christian Aid, que endossa o relatório, ao lado de organizações como Projeto Africano de Realidade Climática, Amazon Watch, Movimento dos Povos Asiáticos sobre Dívida e Desenvolvimento, Earthworks, Engajamundo, Food & Water Europe, Food & Water Watch, Greenpeace, Health of Mother Earth Foundation, Leave it in the Ground Initiative, Legambiente, Observatori del Deute en la Globalització, Platform, Rainforest Action Network, Re:Common, Stand.earth, the UK Youth Climate Coalition, urgewald, e 350.org. O relatório foi pesquisado e escrito pela Oil Change International. 


Fonte: Envolverde


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