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Faturamento do Grupo VW cresce 2,6% graças a vendas 4,2% maiores

Data:1/11/2018

Receita fecha o acumulado do ano em € 174,6 bilhões; dieselgate ainda gera custos 

REDAÇÃO AB
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O Grupo Volkswagen reportou faturamento 2,6% maior no período de janeiro a setembro na comparação com iguais meses do ano passado ao atingir € 174,6 bilhões, informa em comunicado. O resultado foi impulsionado pelas vendas globais, que cresceram 4,2%, para 8,1 milhões de unidades, considerando a mesma base de comparação, apesar do esperado declínio das vendas na Europa no terceiro trimestre devido à mudança para o novo procedimento de testes de emissões WLTP, em parte compensadas pelo bom desempenho do primeiro semestre do Grupo VW.

O lucro operacional antes de itens especiais ficou estável com leve alta de 0,75%, para € 13,3 bilhões, enquanto o lucro antes de impostos aumentou em € 2,2 bilhões, para € 12,5 bilhões. No entanto, os custos com dieselgate ainda afetam os resultados: em nove meses, o escândalo rendeu gastos na ordem de € 2,4 bilhões, bem próximo dos € 2,6 bilhões de custos em mesmo período de 2017. 

“O desenvolvimento nos primeiros nove meses do atual ano fiscal é encorajador. Ainda estamos enfrentando grandes desafios, que nós e todo o setor automotivo temos que superar. Como estamos atualmente no meio de uma transformação inovadora, temos que continuar acelerando o ritmo”, declarou o presidente do conselho do Grupo VW, Herbet Diess.

O executivo destacou que os resultados também foram muito positivos graças ao desempenho na China, cujas receitas e lucros são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. Por lá, o grupo VW registrou lucro operacional proporcional estável a € 3,3 bilhões. Em sua análise, a empresa destaca que a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos enfraqueceu a confiança das empresas e dos consumidores locais, entre outros fatores, provocando um declínio significativo daquele mercado no terceiro trimestre.

Em termos gerais, o Grupo VW confirmou suas metas para o ano fiscal, quando planeja aumentar a receita em 5%. Em termos de lucro operacional antes de itens especiais para o Grupo e a área de negócios de carros de passageiros, projetamos um retorno operacional sobre as vendas na faixa de 6,5% a 7,5% neste ano. Incluindo os itens especiais, e aqui inclui custos com dieselgate, a companhia espera que o retorno operacional sobre as vendas caia moderadamente aquém do esperado para o negócio de veículos leves.

Por marcas, a receita da Volkswagen subiu 7,3% no acumulado de nove meses no comparativo anual, para € 62,5 bilhões, enquanto o lucro operacional antes de itens especiais teve queda de 8%, para € 2,3 bilhões.

No guarda-chuva que mantém as marcas Audi, Lamborghini e Ducati, houve pequeno aumento de 0,6% no faturamento, para € 44,3 bilhões. O lucro operacional (antes de itens especiais) fechou em € 3,7 bilhões ante os € 3,9 bilhões de um ano antes. Segundo a empresa, a melhora do mix de vendas e dos efeitos positivos da taxa de câmbio não compensaram as vendas menores de veículos e os custos mais altos, ambos reflexo do WLTP. Ainda no acumulado deste ano, a Audi gerou cerca de € 800 milhões em custos com o dieselgate, tratado pelo grupo como um item especial de custo.

Já a Porsche aumentou suas receitas para € 17,5 bilhões contra os 15,7 bilhões de janeiro a setembro de 2017. O lucro operacional melhorou em 10,6%, para € 3,2 bilhões impulsionado pelos efeitos positivos do mix de vendas e maiores volumes.

Na área de veículos comerciais, o faturamento da Volkswagen Caminhões e Ônibus foi de € 8,6 bilhões em nove meses, uma queda de 3,9% com relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o grupo, apesar dos efeitos positivos do mix de vendas e otimização dos custos, o impacto desfavorável da taxa de câmbio e os desafios apresentados pelo WLTP tiveram um papel importante na queda de 10% do lucro operacional, para € 628 milhões. 

Em separado, a receita da Scania ficou em € 9,6 bilhões e lucro operacional de € 991 milhões, alta de 4,6%, graças a volumes maiores de vendas, tendência favorável da taxa de câmbio e melhor volume de negócios em serviços financeiros. Com isso, o aumento de custos teve um efeito negativo.

Já a receita da MAN melhorou de € 8 bilhões para € 8,6 bilhões. O resultado operacional caiu 17%, para € 222 milhões, uma vez que os volumes mais elevados não conseguiram compensar as despesas incorridas com a reestruturação das atividades na Índia.



Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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