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MEIO FILTRANTE - Mês “cheio” e mercado interno ajudam a manter a produção em alta

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Mês “cheio” e mercado interno ajudam a manter a produção em alta

Data:8/11/2018

Ritmo das fábricas registrou crescimento de quase 10% 

WILSON TOUME, PARA AB
 
Ao contrário do que muitos imaginavam, o período pré-eleitoral não teve grande influência negativa no desempenho da indústria automotiva, que manteve o ritmo de crescimento e registrou nova alta na produção, com crescimento de 9,9% no acumulado de 10 meses deste ano em relação ao mesmo período de 2017. 

Os números foram apresentados na quarta-feira, 7, e de acordo com a Anfavea (associação das fabricantes instaladas no País), esse bom desempenho se deve às vendas aquecidas do mercado interno, e ao crescimento das exportações para outros países – especialmente Chile e Colômbia – que, se não compensa por completo a queda no número de automóveis enviados para a Argentina, ao menos ameniza. 
 

O melhor é que na soma do ano até outubro foi registrada alta na produção de todos os tipos de veículos, incluindo automóveis e comerciais leves (+9%), caminhões (+30,6%) e ônibus (+43,6%). No total, a produção brasileira soma 2,46 milhões de unidades entre janeiro e outubro, contra 2,23 milhões modelos construídos no mesmo período do ano passado. Na comparação sobre setembro passado, o aumento foi de 17,8%, com destaque para o segmento de caminhões (19,1%). Com isso, a Anfavea manteve a sua previsão de registrar aumento de aproximadamente 11% até o fim deste ano. 

Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, o bom desempenho mostrou que, apesar das incertezas do período pré-eleitoral, o consumidor seguiu mostrando disposição para adquirir ou trocar de carro. Mas outro fator importante (e que não pode ser desprezado) foi o fato de outubro contar com 22 dias úteis, contra 19 de setembro.

VENDAS EM ALTA, EMPREGOS EM BAIXA


Apesar de a indústria comemorar os bons resultados, um número chamou a atenção negativamente: a redução no número de funcionários empregados, de aproximadamente mil pessoas a menos nos quadros das fabricantes associadas à entidade. O presidente da Anfavea não soube explicar os motivos para essa queda, já que muitas empresas anunciaram implantação de novos turnos de trabalho em suas fábricas ou a ampliação na capacidade produtiva.

“Estamos tentando entender isso (queda no número de empregados), não temos um detalhamento ainda, pode ter havido ajustes nas empresas”, disse Megale.


É importante ressaltar ainda o crescimento na produção de caminhões, cujo acumulado no ano é de 88.112 unidades. No mês, a categoria apresentou alta de 19,1%, enquanto na comparação com outubro de 2017 o resultado é ainda mais expressivo: 31,8%. Nos ônibus, o crescimento no mês foi menor (2,7%), mas em relação ao mesmo mês do ano passado, a elevação foi de impressionantes 51,2%.



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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