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Vida longa às biotecnologias: depende também de você

Data:20/12/2018

Por CELULOSE ONLINE

O Brasil é um país repleto de desafios. Fazer agricultura por aqui, por exemplo, implica em conhecer, estudar e se adaptar a particularidades como solo e clima, além de buscar meios para viabilizar uma agricultura sustentável (econômica, social e ambientalmente).

Neste contexto, o clima é dado como fator condicionante na dinâmica do meio ambiente. Graças ao nosso clima tropical, é possível cultivar duas safras por ano, porém, nessa jornada, a incidência de plantas daninhas, insetos e doenças nas principais culturas – soja, milho e algodão – são os principais inimigos do produtor brasileiro.

Para ajudar os produtores a vencerem essas batalhas diárias, a biotecnologia surgiu e revolucionou a forma de fazer agricultura no mundo. O tripé “biotecnologia + germoplasma + manejo integrado” possibilitou levar a agricultura a regiões do Brasil onde não imaginávamos plantar soja. O resultado disso é comprovado por números. De acordo com a consultoria Agroconsult, a taxa de adoção da biotecnologia chega a 92,3% para soja no país.

Segundo a consultoria Kleffmann Group, na safra 2017/2018, 34 milhões de hectares de soja foram plantados no Brasil e levaram o país a assumir a liderança na exportação da oleaginosa. Para o ciclo 2018/2019, a expectativa é que o Brasil desbanque os Estados Unidos e se torne o maior produtor de soja do mundo. A previsão é do próprio governo americano, que por meio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), afirma que a produção brasileira chegará a 117 milhões de toneladas de soja, pouco acima dos 116,5 milhões dos americanos.

Não faltam motivos para comemorar e nos orgulhar dessa história que vem sendo escrita em um curto espaço de tempo. No entanto, não podemos nos acomodar com os inúmeros benefícios que a biotecnologia nos trouxe. Somos todos responsáveis por sua manutenção e bom uso.

Quando falamos em proteger e cuidar dos benefícios proporcionados pela biotecnologia, significa a prática da agricultura no sentido literal. A adoção de Boas Práticas Agronômicas tem um papel fundamental para ajudar o agricultor a fazer um uso sustentável da tecnologia e, consequentemente, evitar perdas econômicas. Essa prática agrupa as seguintes técnicas de manejo: dessecação antecipada, uso de semente certificada, tratamento de sementes, adoção de áreas de refúgio, controle de plantas daninhas e voluntárias e monitoramento de pragas. Ao colocar essas ações em prática, você, produtor, contribui, por exemplo, para retardar a evolução da resistência de pragas e ajuda a proteger a produtividade da lavoura.

É fundamental também a conscientização sobre a importância da implementação das técnicas de Manejo Integrados de Pragas (MIP) como monitoramento e controle de pragas, além de sua contribuição para a eficácia e manutenção dos cultivos com biotecnologia. Proteger os benefícios da biotecnologia é, acima da tudo, assegurar seu investimento safra após safra.

*Ana Paula Torresan Maranhão é Engenheira Agrônoma, formada pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), e gerente de Proteção a Biotecnologias e Estratégias de Refúgio – Monsoy.

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