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MEIO FILTRANTE - Dacia, Lada e China salvam desempenho do Grupo Renault em 2018

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Dacia, Lada e China salvam desempenho do Grupo Renault em 2018

Data:21/1/2019

Novo Dacia Duster lançado na Europa aqueceu vendas do Grupo Renault

Com 7 marcas, fabricante vendeu 3,9 milhões de veículos do mundo e cresceu 3,2% 

REDAÇÃO AB
 
Marcas mais populares e de menor prestígio global salvaram as vendas do Grupo Renault em 2018. No total, no ano passado a fabricante registrou quase 3,9 milhões de veículos vendidos globalmente, de 7 marcas, o que resultou em modesto crescimento de 3,5% sobre 2017. Os melhores desempenhos vieram da romena Dacia, da russa Lada e da China, onde a companhia francesa firmou há exatamente um ano sociedade com a Brilliance Jinbei para formar a joint venture RBJAC, para fabricar e vender no país carros e utilitários Renault, Jinbei e Huasong. 

Foram vendidos 2,53 milhões de modelos Renault em 2018, em queda de 5,2% na comparação com o ano anterior, enquanto a Dacia vendeu 700,8 mil veículos, em alta de 7%, especialmente por causa do bom desempenho na Europa, onde a marca registrou novo recorde de vendas, com 511,6 mil unidades (+10,3%) e a maior participação de mercado de sua história, de 2,9% (+0,3 ponto). A performance foi puxada pelo Novo Duster, lançado no início do ano, e Sandero. 

O desempenho da Dacia teria sido ainda melhor caso fossem computados os carros vendidos no Brasil e América Latina, onde carros da romena como Duster, Sandero e Logan são produzidos vendidos com a marca Renault. 

A Lada, marca russa comprada pelo grupo francês, teve crescimento de 18,7% em 2018, com 398,3 mil veículos vendidos, a grande maioria na Rússia (360,2 mil e expansão de 15,6% sobre 2017), graças ao sucesso da renovação de sua gama. O Lada Vesta se tornou o veículo mais vendido do país, ajudando a salvr o desempenho do grupo francês em seu segundo maior mercado global, onde a fabricante tem participação de 27,6%. As vendas de carros Renault a clientes russos ficaram estáveis em 137 mil unidades o ano passado, o que totaliza 497,2 mil no país reduziu a alta no país a 10,9%, abaixo da média do mercado russo de 12,8%. Espera-se por avanço maior da Renault este ano na Rússia com o lançamento do SUV Arkana. 

A joint venture RBJAC transformou rapidamente a China no quarto maior mercado do mundo para o Grupo Renault, levemente à frente do Brasil e atrás de Alemanha (3º), Rússia (2º) e França (1º). Logo no primeiro ano a sociedade vendeu no país asiático 165,6 mil automóveis e utilitários Jinbei e Huasong. No entanto, a outra sociedade chinesa do grupo, a Dongfeng-Renault, teve retração de 26,9% nas vendas em 2018, aguardando novos modelos a serem lançados este ano. No total o Grupo Renault emplacou 216,7 mil veículos na China, número muito pequeno para os padrões chineses, que rendeu participação de apenas 0,8%, mas suficiente para acrescentar importante volume globalmente que antes não existia. 

Completando o rol de marcas do Grupo Renault, as vendas da coreana Samsung Motors fecharam o ano em queda de 14,9%, com 84,9 mil veículos vendidos. A esportiva Alpine começou a deslanchar em 2018, mas os volumes ainda são insignificantes: pouco mais de 2 mil unidade vendidas no ano passado. 

REGIÕES


“As vendas do Grupo Renault aumentaram 3,2% em 2018 com a integração das marcas Jinbei e Huasong. A progressão das vendas na Rússia, no Brasil e na África permitiu compensar quase totalmente os ventos contrários, tanto econômicos como geopolíticos, fora da Europa”, declarou Olivier Murguet, membro do Comitê Executivo da companhia, que já foi presidente da Renault Brasil e no ano passado deixou a presidência América Latina para assumir a direção comercial e de regiões globais do grupo. 

Na Europa, os emplacamentos ficaram estáveis (+0,5%), em um mercado andou de lado, em insignificante alta de 0,2%. O crescimento do grupo se deveu principalmente à sua performance no segmento B (Clio, Captur, Sandero e Novo Duster), o Clio manteve a posição de segundo carro mais vendido na Europa e o Captur foi o crossover número 1 em sua categoria. Mas a expansão foi garantida pela França, que segue sendo por larga margem o maior mercado mundial da fabricante, com participação de 26% e vendas em alta de 2,4% em 2018, com 689,8 mil emplacamentos. 

A porção de vendas fora da Europa seguiu em expansão, representando 50,6% em 2018, contra 49,2% em 2017, graças principalmente à integração das chinesas Jinbei e Huasong ao portfólio do grupo, o que compensou retrações na Turquia e Índia, bem como a interrupção das vendas no Irã desde o início de setembro. Somente no mercado indiano, as vendas recuaram 26,8% (82,3 mil), aguardando o lançamento de um novo veículo previsto para o segundo semestre de 2019. 

O grupo também destacou a recuperação no Brasil, onde o mercado voltou a crescer pelo segundo ano consecutivo, com avanço de 13,6% sobre 2017, e a registrou crescimento de 28,5%, com quase 215 mil veículos e participação de mercado aumentada em um ponto porcentual, para 8,7%, resultado devido em parte aos bons resultados do compacto Kwid, que teve mais de 67 mil unidades emplacadas. 

Na África, o Grupo Renault fortaleceu sua liderança com 18,1% de participação de mercado e 218,8 mil veículos emplacados, graças principalmente à performance no Marrocos, na África do Sul e no Egito. A fatia no Marrocos atingiu 43%, com vendas em alta de 7%, mantida pela liderança da Dacia no país com Dokker e Logan na dianteira, os dois modelos mais vendidos do país. Na África do Sul foram vendidas mais de 26 mil unidades, expansão de 14,9% e market share de 4,9%. No Egito, a participação atingiu 11,4%, em avanço de mais de três pontos, com 20,5 mil veículos. 

PERSPECTIVA PARA 2019


O Grupo Renault aposta em estabilidade do mercado mundial em 2019. Os maiores avanços são esperados na Rússia, que deve crescer pelo menos 3%, enquanto o Brasil tende a anotar nova expansão acima de 10%. Nesse cenário, a fabricante espera ligeiro crescimento de suas vendas, com uma aceleração no segundo semestre, graças ao lançamento de novos modelos fora da Europa e do Novo Clio, carro-chefe na Europa que será apresentado no próximo Salão de Genebra, em março. 

O Grupo também vai acelerar sua ofensiva em elétricos, com um investimento na chinesa JM EV, a quinta maior montadora de carros movidos a bateria. Em 2018 as vendas de modelos elétricos da empresa aumentaram 36,6%, com mais de 49,6 mil veículos vendidos no mundo. A Renault lidera o segmento na Europa, com uma participação de 22,2%. Os volumes do compacto elétrico Zoe cresceram 26,1% (39.458 veículos) e os do Kangoo Z.E. aumentaram 105,1% (8.747 veículos).



Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

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