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Banco Mercedes-Benz prevê crescimento de 15% em 2019

Data:21/1/2019

Como foi em 2018, negócios continuarão sendo impulsionados pelo mercado de caminhões, estima o presidente do banco, Christian Schüler

Instituição aponta para R$ 4,4 bilhões em novos negócios, valor próximo ao recorde de 2014 

SUELI REIS, AB
 
O Banco Mercedes-Benz prevê mais um ano de crescimento dos negócios após um resultado muito positivo obtido em 2018. A instituição, braço financeiro da marca Mercedes-Benz no Brasil, espera atingir R$ 4,4 bilhões em novos negócios em 2019, aumento de 15% sobre os R$ 3,8 bilhões do ano passado. 

“É um valor quase próximo aos R$ 4,8 bilhões feitos em 2014, que foi o nosso melhor ano em termos de negócio aqui no Brasil”, lembra o diretor comercial, Diego Marin, durante a apresentação do balanço do ano a um grupo de jornalistas na sexta-feira, em São Paulo.

A projeção, segundo o executivo, é baseada no planejamento de produção da montadora para o ano. “Com base nesses números, projetamos a penetração dos financiamentos em todos os segmentos, o que resulta neste índice que temos neste momento”, explica Marin.

O presidente do Banco Mercedes-Benz no Brasil, Christian Schüler, aponta que o crescimento foi fruto do bom desempenho em todos os segmentos. Em 2018, a instituição anotou alta dos financiamentos em todos eles: os negócios cresceram 4% no segmento de automóveis, para R$ 336 milhões, e em caminhões e ônibus a alta foi de 58% ao gerar R$ 2,58 bilhões.

Segundo o balanço, de tudo o que foi vendido a prazo pela marca Mercedes-Benz, o banco da montadora registrou participação de 47% nos caminhões, 65% nos ônibus, 34% nas vans e 53% nos automóveis. Na soma geral, os novos financiamentos fecharam em R$ 3,8 bilhões no ano passado, alta de 49% sobre os R$ 2,6 bi registrados em 2017.

Para Schüler, os negócios deverão continuar sendo impulsionados pelos veículos comerciais em 2019, especialmente caminhões, que tiveram o maior índice de avanço das vendas no mercado no ano passado. Para ele, o total de financiamentos pelo Banco Mercedes para o segmento pode ficar acima dos 15% este ano. “Em 2018 tivemos resultados muito bons. Na última Fenatran, em outubro de 2017, falamos que seria a Fenatran da retomada e foi mesmo: em 2018, a Mercedes-Benz foi líder de vendas em todos os segmentos e o Banco Mercedes acompanhou, resultando nesse crescimento de 49%, que foi um aumento maior do que o projetado por nós anteriormente”, comenta Schüler.

Os dados do banco apontam ainda que dezembro foi o melhor mês desde 2014, com R$ 409 milhões de financiamentos fechados no período. A carteira cresceu 20%, com saldo de R$ 9,6 bilhões no fechamento do ano.

CDC SUPERA O FINAME EM 2018

Com a equalização da taxa de juros entre CDC e Finame (TLP) logo no início de 2018, houve uma reversão importante na participação das modalidades de crédito nas vendas de veículos comerciais. Isso porque o Finame, linha de crédito do BNDES e dedicada a este tipo de negócio, foi por muitos anos a principal escolha dos clientes para o financiamento de seus bens.

“Até 2017, o Finame respondia por 70% dos financiamentos de caminhões, enquanto o CDC ficava com algo em torno dos 20%”, lembra Marin.

Essa tendência de reversão começou a ser notada já no começo do ano passado, quando as empresas financiadoras, incluindo bancos de montadoras, perceberam uma busca maior pelo CDC, que se apresentou com taxas mais atrativas do que o Finame, que a partir de uma determinação do BNDES, passou a vigorar pelas regras padrões do mercado tendo a Selic como base.

“Para o Banco Mercedes-Benz o jogo virou em 2018: o Finame começou o ano com 75% dos financiamentos, virou 50% em algum momento e fechou com 30% de participação enquanto o CDC dominou com 70%. Está claro que a taxa foi determinante”, conta o diretor comercial.

Ele também lembra que do total de novos negócios fechados pelo banco para o financiamento de caminhões, 70% foram de clientes novos. “A taxa de juros ajudou muito. Também por isso 2018 foi tão positivo. Basta lembrar que em 2014, que foi nosso melhor ano em termo de volume de negócios, o mercado operava com taxas negativas. Algumas projeções do mercado financeiro apontam que essa taxa que está aí e que é a menor da história deve permanecer em patamar semelhante nos próximos doze a dezoito meses.”


Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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