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Lifan deixa de vez a operação no Uruguai

Data:1/3/2019

Lifan X80 teve 320 unidades montadas no Uruguai no 1º semestre de 2018. Depois disso a fábrica parou

Baixo volume de vendas e alta do dólar decretaram o fim da montagem no Mercosul 

MÁRIO CURCIO, AB
 
A Lifan não voltará a produzir carros no Uruguai. Embora ainda não tenha comunicado oficialmente, a montadora chinesa teria tomado a decisão já no segundo semestre de 2018. A fábrica uruguaia está fechada desde junho de 2018, após ter montado um lote de 320 unidades do X80, SUV de sete lugares lançado no meio do ano passado. A fábrica empregava 125 trabalhadores.

A operação uruguaia fez sentido na primeira metade da década, enquanto havia maior demanda dos produtos trazidos de lá, aproveitando o regime do Mercosul e evitando o imposto de importação de 35% para carros vindos de fora de região.

Evitava-se também a sobretaxação criada em 2011 (e extinta em janeiro de 2018) para estes veículos quando a empresa ultrapassasse a cota máxima de 4,8 mil veículos importados. Sem a imposição de cotas e com a queda nas vendas a unidade perdeu sentido. 

Com a crise econômica, o volume de vendas da Lifan caiu de 5,2 mil unidades em 2014 para 3,3 mil em 2017 e não parou de recuar em 2018, apesar da recuperação do mercado interno. No ano passado a empresa registrou 2,2 mil emplacamentos apenas. 

Durante o período recessivo a unidade uruguaia da Lifan já havia interrompido a produção. Isso ocorreu entre março de 2016 e maio de 2017. A Lifan pretendia também abastecer o mercado argentino com os modelos montados no Uruguai, mas a crise no país vizinho foi mais um empecilho. 

A variação cambial também atrapalhou bastante os planos da empresa em 2018. A ideia inicial era vender o X80 por até R$ 120 mil, mas a alta do dólar obrigou a empresa a lançá-lo por R$ 129,7 mil e depois reajustá-lo para R$ 132,7 mil.

Os próximos lançamentos estão congelados. O X70, SUV com tamanho semelhante ao Jeep Compass, já deveria estar no país, mas não deve vir enquanto a cotação da moeda americana permanecer no nível atual, próximo a R$ 3,70. A rede de revendas já havia encolhido no ano passado de 50 para 45 unidades e neste momento estaria por volta de 30 lojas. 

Como consequência da queda de vendas a empresa reduziu o quadro de funcionários e deve divulgar mais informações a respeito do futuro da operação brasileira nas próximas semanas. Johnny Fang, antigo presidente da Lifan do Brasil, deixou o país e retornou à China. A empresa mantém seu centro de peças e escritórios na cidade de Salto (SP).



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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