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MEIO FILTRANTE - Mercedes ganha 15% de eficiência em nova linha de cabines

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Mercedes ganha 15% de eficiência em nova linha de cabines

Data:7/3/2019

Investimento de R$ 100 milhões colocou o setor dentro da indústria 4.0 

MÁRIO CURCIO, AB
 
A Mercedes-Benz prevê ganhos até 15% em eficiência e 20% em logística com a renovação adotada em sua linha de montagem de cabines em São Bernardo do Campo (SP). As mudanças resultam de um investimento de R$ 100 milhões e foram feitas ao longo de 2018. A nova equipe de 170 pessoas que compõe o segundo turno, reaberto em janeiro passado, já ingressou no ambiente renovado pelos conceitos da indústria 4.0. 

A modernização é parte de um ciclo de investimento de R$ 2,4 bilhões que teve início no ano passado e vai até 2022. Digitalização, conectividade, dados em nuvem e utilização de internet das coisas se incorporaram ao setor. As cabines continuam sendo armadas e pintadas na fábrica da Mercedes-Benz de Juiz de Fora (MG). 

“Se fôssemos projetar uma fábrica do zero, provavelmente teríamos a armação das cabines integrada, mas essa operação (o transporte de Minas Gerais para São Paulo) não tem um impacto tão grande no preço final do produto”, afirma o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, Philipp Schiemer. 

Quando chegam a São Bernardo do Campo essas cabines são armazenadas com a ajuda de elevadores em um grande depósito vertical. A partir desse ponto elas entram na programação e são colocadas sobre AGVs. A sigla vem do inglês Automatic Guided Vehicles e batiza transportadores autônomos elétricos, guiados por trilhas magnéticas no piso, de onde também captam energia, por indução. Eles percorrem a linha de montagem e podem posicionar a cabine a ser montada na altura mais conveniente. 

Para facilitar a movimentação dos funcionários e manipuladores dentro das cabines, as portas do caminhão são retiradas. Elas ficam durante quase todo o percurso presas na parte de trás dos AGVs e são montadas somente no fim da operação.

“Com a nova linha de cabines estamos dando um passo decisivo de modernização, que terá continuidade porque iremos avançar para a produção de agregados como motores, câmbios e também chassis de ônibus”, garante Schiemer.


“Começamos a trabalhar há quatro anos nesse projeto. Modernizamos uma fábrica com mais de 60 anos sem perder nenhuma cabine ou caminhão”, recorda o vice-presidente de operações da montadora no Brasil, Carlos Santiago. 

Na linha renovada os materiais a serem montados ficam mais próximos do trajeto das cabines. A movimentação de materiais ocorre sempre sobre carrinhos para evitar qualquer tipo de esforço. 

Também como forma de evitar lesões e afastamentos a Mercedes vem testando exoesqueletos com a ajuda da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Esses equipamentos já são utilizados com bons resultados há algum tempo pela indústria automobilística. 

A Mercedes também está utilizando a realidade aumentada no processo de montagem inferior da cabine para manutenção preventiva. Os óculos de realidade aumentada mostram imagens com parâmetros e informações dos sensores de um determinado equipamento ou do processo produtivo. Isso permite ao operador ou inspetor atuar de forma rápida e com as mãos livres, tendo o suporte de áudio, vídeo e outros documentos que auxiliam no processo, garantindo redução no tempo de atendimento e qualidade na execução da tarefa, dispensando anotações em material impresso. 

Já a tecnologia de realidade virtual permite planejar e validar em um ambiente digital futuras instalações, processos produtivos, ergonomia dos postos de trabalho e novos produtos. Para o trabalhador, os óculos de realidade virtual resultam em mais segurança e interatividade, segundo a Mercedes. E para a montadora eles dão mais suporte à engenharia, à qualidade e à produção. 

A atualização da linha de cabines abriu espaço também para robôs colaborativos, que atuam ao lado dos montadores, sem necessidade de operações em gaiolas de segurança. Um equipamento já atua na montagem da chave geral do caminhão e em pouco tempo estará em outras áreas da produção. 

Com braço duplo e mãos flexíveis, o robô colaborativo serve como o terceiro ou até quarto braço de apoio aos operadores em algumas atividades da linha de produção. Ele manuseia qualquer objeto com precisão e não exige barreiras, gaiolas ou grades para utilização por ser bastante compacto.



Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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