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Exportação de veículos cai 42% no ano, mas cresce 62% sobre janeiro

Data:12/3/2019

Vendas externas da indústria ainda seguem longe de seu melhor momento 

PEDRO KUTNEY, AB
 
Com 40,5 mil veículos exportados em fevereiro, houve expressiva alta porcentual de 62% sobre janeiro, mas o volume ainda está longe do desempenho dos dois últimos anos no mesmo mês. Segundo números do setor divulgados na segunda-feira, 11, pela Anfavea, que reúne os fabricantes instalados no Brasil, as exportações estão 39% abaixo do verificado em fevereiro de 2018. No primeiro bimestre, as vendas externas somadas de 65,5 mil unidades significam baixa de quase 42% ante igual período do ano passado. 
 

“Houve crescimento importante das exportações em fevereiro sobre janeiro, mas os níveis ainda estão muito abaixo de 2018. A grande dificuldade continua sendo a Argentina”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea.


Historicamente o mercado argentino fica com 70% das exportações de veículos do Brasil. Com a continuada crise econômica no país vizinho, a demanda caiu e afetou diretamente os negócios. Para se ter ideia, as 65,5 mil unidades exportadas pelos fabricantes brasileiros no primeiro bimestre correspondem a número maior do que todas as vendas na Argentina no mesmo período, que somaram 60,4 mil veículos em dois meses, em retração de 56% sobre o total de janeiro e fevereiro de 2018. 

“As exportações sempre trouxeram boas notícias nos últimos anos, mas desta vez o cenário complexo na Argentina é a causa da retração [das vendas externas]. As dificuldades devem continuar no primeiro semestre, talvez somente no último trimestre do ano o mercado argentino comece a demonstrar alguma recuperação”, admite Megale. 

No início deste ano a Anfavea divulgou projeção de exportação de 590 mil unidades em 2019, em queda de 6,2% sobre 2018, mas se o ritmo continuar abaixo de 40 mil embarques por mês não será possível atingir o número projetado. 

O mesmo ocorre com as exportações em valor, que somaram US$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre, em baixa de 36% sobre o mesmo período de 2018. A Anfavea projeta faturamento externo de US$ 13,9 bilhões para o ano inteiro, o que seria uma redução em torno de 4% sobre o ano passado. 

Megale lembra que estão aumentando as vendas de veículos brasileiros para outros mercados como Colômbia e México, mas admite que “não será suficiente para compensar todas a perda com a Argentina”. 



ACORDO COM O MÉXICO


Este mês vence o acordo entre Brasil e México que prevê o exercício de cotas de importação e exportação de veículos sem a cobrança de imposto alfandegário. Em tese, após o vencimento do acordo atual deveria entrar em vigor o livre comércio entre os dois países. Contudo, Megale lembrou que não foi discutido em 2018, como estava previsto, o conteúdo mínimo de peças locais dos mexicanos, que deveria alcançar 40%, o que deve inviabilizar as trocas comerciais com alíquota zero. “Em tese somos a favor do livre comércio, mas de forma gradual para não prejudicar a competitividade da indústria nacional”, defende o presidente da Anfavea.



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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