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Vendas confirmam viés de alta no ano

Data:5/4/2019

Megale divulga os resultados da indústria no primeiro trimestre: viés de alta das vendas (Foto: Luis Prado)

Após primeiro trimestre forte, Anfavea já calcula que crescimento anual pode ser maior que 11,4% 

PEDRO KUTNEY, AB
 
Se o ritmo das vendas de veículos seguir o viés de alta registrado no primeiro trimestre do ano, a associação dos fabricantes, a Anfavea, já admite que pode revisar para cima sua projeção de crescimento para 2019, atualmente fixada em 11,4%, com mercado estimado de 2,86 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. De janeiro a março a expansão já foi exatamente esta: 11,4% na comparação com o mesmo período de 2018, com 607,6 mil emplacamentos. 

 

“Março foi um bom mês com 209 mil emplacamentos, um número interessante se considerarmos que o carnaval reduziu o número de dias úteis e ainda assim o resultado foi de alta de 5,3% sobre o mesmo mês de 2018 que teve mais dias úteis. Isso mostra que o mercado está crescendo com consistência e poderemos ter de revisar para cima nossa previsão para 2019”, admite Antonio Megale.


Ao comentar o resultado da indústria no primeiro trimestre na quinta-feira, 4, em sua última entrevista coletiva após três anos na presidência da Anfavea (ele passa o cargo a Luiz Calos Moraes no próximo dia 23), Megale destacou que em março a média de vendas diárias subiu para mais de 11 mil veículos por dia útil, “o que não acontecia desde 2014”, lembrou. “Vou entregar ao Luiz (novo presidente eleito) a projeção cumprida, agora é com ele”, brincou. 

Apesar da retração das projeções de crescimento da economia brasileira este ano – nas últimas semanas economistas reduziram de 2,5% para 2% a estimativa de expansão do PIB em 2019 –, Megale avalia que as vendas de veículos continuarão em alta. “Somos a parte do PIB que cresce. Existe até viés de alta na nossa previsão para o ano, porque já houve um bom resultado consolidado no primeiro trimestre e os melhores meses do mercado ainda estão por vir”, destacou. Para o dirigente, após adiar por alguns anos desde 2012 ou 2013 a decisão de comprar um carro novo, para muitos brasileiros chegou a hora de trocar de veículos. Megale acredita que há estímulos para isso, como os muitos lançamentos e novas tecnologias introduzidas nos últimos anos, que atraem os clientes. 

“Embora as previsões de crescimento do PIB estejam caindo, essas expectativas podem ser revertidas se acontecerem medidas positivas como a reforma da Previdência e avanço das privatizações”, acredita.


Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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