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Fábricas de motos revisam projeções para cima

Data:11/4/2019

Apesar da melhora no cenário interno, produção anual será menor que a registrada em 2005

Mercado interno aquecido resulta em nova estimativa de 1,1 milhão de unidades para 2019 

MÁRIO CURCIO, AB


O crescimento do mercado interno levou as fábricas de motos instaladas em Manaus a revisar ligeiramente para cima quase todas as projeções de 2019. Segundo a Abraciclo, entidade que reúne empresas do setor, a produção anual deverá atingir 1,1 milhão de unidades, 6,1% a mais que em 2018. A estimativa anterior era de 1,08 milhão. Este novo ânimo decorre basicamente das 258,6 mil unidades emplacadas neste primeiro trimestre, que resultaram em alta de 17,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ainda assim, a indústria local fecharia o ano abaixo de 2005, quando mais de 1,2 milhão de motos foram produzidas.

A Abraciclo também elevou ligeiramente a estimativa para os emplacamentos: em vez de 998 mil, 1,02 milhão de motos: “Este número poderia ser mais alto, mas sem as reformas necessárias (pelo governo) dificilmente conseguiremos fazer o PIB voltar a crescer”, diz o presidente da associação, Marcos Fermanian, ao justificar uma revisão tão tímida das projeções.



A entidade reviu para cima as vendas no atacado: em vez de 1,03 milhão, 1,06 milhão de motocicletas vendidas das montadoras para as concessionárias. Na comparação com 2018 isso resultará em alta de 10,7%.

EXPORTAÇÕES CAIRÃO MAIS DE 40% NO ANO

De todas as projeções, a única revista para baixo foi a de exportações. Em vez de 49 mil unidades, a associação das fábricas estima agora 40 mil motos, o que resultará em queda de 41,2% em relação a 2018. Vale dizer que nos anos recentes as vendas ao exterior vinham cumprindo o papel de um 13º mês para a indústria. O volume exportado a cada ano era parecido com um mês de mercado interno. Este ano, ficará abaixo da metade de um mês fraco.

Neste primeiro trimestre de 2019 o Brasil exportou apenas 11,4 mil motocicletas, 51,2% a menos pela comparação interanual. A falta de reação do mercado argentino, principal destino das motos brasileiras, derrubou os embarques. Pelo mesmo motivo, a exportação de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus poderá ser revisada para baixo em maio.



Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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