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Abraciclo Revisa Projeções para 2019

Data:12/4/2019

Novos índices para a indústria de motocicletas apontam crescimento de 6,1% na produção, de 10,7% nas vendas ao atacado e de 8,5% nas vendas ao varejo; nas exportações a nova expectativa é queda de 41,2%.

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revisou suas projeções para este ano. A nova expectativa é que a produção atinja 1.100.000 unidades, elevação de 6,1% ante o resultado de 2018 (1.036.846 motocicletas). A estimativa anterior, apresentada em dezembro do ano passado, era de 1.080.000 unidades, alta de 4,2% ante 2018.

Também foram revisadas para cima as perspectivas de vendas no atacado e no varejo. No atacado, ou seja, no repasse de motocicletas das fábricas para as concessionárias, a nova estimativa é de 1.060.000 unidades, elevação de 10,7% ante 2018 (957.617 unidades). A estimativa inicial indicava 1.031.000, alta de 7,7%.

No varejo, ou seja, emplacamentos, a nova projeção é de 1.020.000 unidades, crescimento de 8,5% ante 2018 (940.108 motocicletas). Anteriormente a perspectiva era de 998.000 unidades, aumento de 6,2%.

A associação também revisou as projeções de exportação para 2019, que agora apontam embarque de 40 mil unidades, baixa de 41,2% ante 2018 (68.073 motocicletas). Em dezembro a estimativa era de 49 mil unidades, queda de 28%.

Na avaliação de Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, “a retomada do setor de motocicletas no mercado interno no primeiro trimestre superou as expectativas. A estabilidade das taxas de juros no menor patamar histórico e a ampliação da oferta de crédito pelos bancos têm contribuído para a recuperação mais acelerada do setor. Já em relação às exportações, o recuo está diretamente relacionado à redução dos embarques para a Argentina, principal destino das motocicletas fabricadas no Polo industrial de Manaus”.

Produção no primeiro trimestre — No acumulado dos três primeiros meses do ano foram produzidas no Brasil 276.835 motocicletas, alta de 6,6% ante igual período de 2018 (259.587 unidades).

Em março foram produzidas 91.537 motocicletas, queda de 3,3% na comparação com março de 2018 (94.649 unidades) e de 9,6% ante fevereiro (101.292 unidades). “Tivemos 19 dias úteis em março, dois a menos que no mesmo mês do ano passado e um a menos que fevereiro”, explica Fermanian.

Vendas no atacado — De janeiro a março deste ano as vendas no atacado somaram 270.641 motocicletas, alta de 15,7% ante mesmo período de 2018 (234.010).

Apenas em março o repasse de motocicletas para as concessionárias foi de 93.559 unidades, aumento de 7,2% ante março de 2018 (87.243 unidades). Na comparação com fevereiro foi registrada queda de 2% (95.427 unidades).

Emplacamentos — De acordo com levantamento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), foram emplacadas 258.652 motocicletas no primeiro trimestre deste ano, alta de 17,9% ante mesmo período de 2018 (219.304 motocicletas).

Ainda com base nos dados do Renavam, em março foram licenciadas 83.798 motocicletas, elevação de 5,6% ante março de 2018. (79.320 unidades). Na comparação com fevereiro foi registrada queda de 0,4% (84.150 motocicletas).

Em março a média diária de vendas foi de 4.410 unidades, crescimento de 16,8% ante março do ano passado (3.777 unidades) e de 4,8% ante fevereiro (4.208 motocicletas). “É o melhor resultado alcançado pelo setor para o mês de março desde 2015. O aumento na média diária comprova a retomada do setor”, analisa Fermanian.

Exportações — No primeiro trimestre foram exportadas 11.382 motocicletas, recuo de 51,2% ante mesmo período de 2018 (23.320 unidades). Em março o volume embarcado foi de 3.525 unidades, redução de 54,5% na comparação com o mesmo mês de 2018 (7.747 motocicletas). Em relação a fevereiro, houve aumento de 7,2% (3.287 unidades).

Segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo, a Argentina foi o principal comprador de motocicletas brasileiras no primeiro trimestre, com 3.832 unidades, 37,7% do total. Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos, com 2.224 unidades e 21,9% de participação, e em terceiro o Canadá, 1.488 unidades e 14,7% de participação.

Em março a Argentina manteve a liderança com 2.660 motocicletas compradas do Brasil, com 53,2% do total, seguida pelo Canadá, com 988 unidades e 19,7% de participação, e pelos Estados Unidos, com 608 unidades e 12,2% de participação.

Desempenho por categoria no atacado — A Street liderou o ranking de motocicletas mais comercializadas por categoria no País no primeiro trimestre de 2019, com 51,8% de participação (140.256 unidades, alta de 17,2% ante 119.723 no primeiro trimestre de 2018). Em segundo lugar ficou a Trail, com 19,4% (52.459 motocicletas, crescimento de 1,7% ante 51.599 no mesmo período do ano passado). A Motoneta ficou na terceira colocação com 15% (40.616 unidades, elevação de 23,3% ante 32.948 de janeiro a março do ano passado).

Na sequência do ranking vieram Scooter, com 7,5% de participação (20.232 motocicletas, crescimento de 31,5% ante 15.386 do primeiro trimestre de 2018), e Naked, com 2,4% de participação (6.574 unidades, avanço de 16,5% ante 5.642 no mesmo período do ano passado).

Em março as posições do ranking se mantiveram: Street em primeiro com 48,8% de participação (45.688 motocicletas), seguida por Trail com 19% (17.736), Motoneta com 15,5% (14.462), Scooter com 10,5% (9.822) e Naked com 2,3% (2.114).

As características básicas das motocicletas de cada categoria são: Street – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano.

Trail – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado.

Motoneta – motociclo underbone, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático.

Scooter - Motociclo de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto.

Naked – Motocicleta sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados. Semelhante a uma motocicleta versão “Sport” sem a carenagem.

Big Trail – Motocicleta de média ou alta cilindrada destinada ao uso misto em terrenos pavimentados e não pavimentados. Off-Road – Motocicleta de qualquer cilindrada destinada exclusivamente à utilização em pisos não pavimentados.

Custom – Motocicleta caracterizada por sua vocação para percursos de estrada, destacadamente os mais longos, chamadas de “estradeiras”, que não priorizam velocidade e, sim, conforto.

Sport - Motocicletas de cilindradas médias ou superiores com carenagem que privilegia a aerodinâmica e o alto desempenho.

Ciclomotor – Veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 cm³.

Touring – Motocicletas usualmente de alta cilindrada concebidas para utilização em turismo e viagens de grandes distâncias.

Desempenho de scooters no varejo — Os emplacamentos de Scooters no primeiro trimestre somaram 18.730 unidades, alta de 7,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (17.451 unidades).

Em março foram licenciadas 5.990 Scooters, queda de 4,4% ante 6.264 unidades em março de 2018. Na comparação com fevereiro, baixa de 1,6% (6.085 unidades).



. Tabela de projeções revisadas: Fonte: Associadas/Renavam


Fonte: http://www.revistafatorbrasil.com.br

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