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Citroën prevê elevar vendas em 50% este ano

Data:18/6/2019

Ana Theresa Borsari e seu campeão de vendas: C4 Cactus já representa quase 60% das vendas da marca no País (Foto: Pedro Bicudo/Divulgação)


Lançamento do SUV C4 Cactus e reestruturação da rede recolocam marca no rumo do crescimento 

PEDRO KUTNEY, AB
 
O lançamento do SUV C4 Cactus, há pouco menos de um ano, e a reestruturação da rede de concessionárias iniciada em 2017 são fatores que recolocam a Citroën no do crescimento no Brasil. Após quedas seguidas que derrubaram a marca francesa para o 13º lugar entre as mais vendidas do País, com apenas 0,82% de participação de mercado e 20,3 mil veículos emplacados em 2018, a estimativa é elevar as vendas em 50% este ano e voltar a ter maior relevância no País. 

Os primeiros cinco meses do ano confirmaram a expectativa: a Citroën emplacou 11,6 mil carros no País, número que demonstra expressivo crescimento de 46% sobre o mesmo período do ano passado, fazendo a marca subir duas posições no ranking, agora em 11º lugar, com participação levemente ampliada para 1,12%. O C4 Cactus responde por quase 60% do resultado, com 6,6 mil unidades vendidas. 

Diretora geral das marcas Citroën e Peugeot do Grupo PSA no Brasil, Ana Theresa Borsari confirma que o desempenho do Cactus está fazendo a diferença. O volume de emplacamentos do SUV compacto está em cerca de 1,5 mil/mês e a expectativa e chegar à meta de 2 mil/mês estabelecida no lançamento, em setembro do ano passado. 

“Antes mesmo de completar um ano inteiro de mercado o C4 Cactus atingiu todos os seus objetivos. O modelo já está no pelotão de frente do segmento de SUVs, é o quinto mais vendido no varejo [das concessionárias]”, destaca Ana Theresa Borsari.


Após muitos anos sem novidades expressivas até o lançamento do Cactus, executiva espera sustentar o crescimento da Citroën no mercado brasileiro por meio da continuação da reestruturação da rede e de um programa de produtos já desenhado que, segundo ela, deve surpreender os clientes. 

“Vamos lançar um veículo completamente novo por ano a partir de 2020 até 2023, alguns vão lançar tendências em seus segmentos, como tem feito a Citroën ao longo de seus 100 anos de história, em que sempre se notabilizou pelas inovações que criou, como a primeira rede de concessionárias, a primeira a lançar planos de revisões programadas e muitos carros inovadores”, afirma. Serão, portanto, quatro Citroën inéditos por aqui em quatro anos, mas nem todos produzidos no Brasil ou na Argentina, admite Ana Theresa. 

PLANO DE EXPANSÃO


A executiva sugere que o resultado poderia ser ainda melhor se a rede Citroën já estivesse reestruturada com maior penetração. Por isso o plano é elevar em algo como 30% o número de concessionárias da marca ainda este ano, saindo das atuais 95 lojas para perto de 125 até o fim de 2019, e assim ampliar de 56% para 80% a cobertura em todo o País, índice que deve superar os 90% após 2022, quando terá terminado o programa para dobrar o tamanho da rede das marcas do Grupo PSA no País, anunciado em abril passado

“O Brasil é grande e temos baixa participação porque temos baixa exposição no Centro-Norte do País. Se considerar só o Sudeste, temos participação muito maior, chega a 4%, porque há mais concessionárias concentradas na região”, explica Ana Theresa. Ela calcula em 190 o número total de lojas Citroën até 2022, com foco no Nordeste, Centro-Oeste e Norte. A marca já foi bem maior no País, teve 170 concessionárias, mas com a baixa do mercado e no processo de reestruturação para melhorar o atendimento muitas fecharam – a começar pelo Grupo SHC do empresário Sergio Habib, que foi o primeiro importador e maior concessionário da Citroën no Brasil, chegou a ser presidente da empresa, mas em 2018 decidiu romper a relação de 28 anos. 

Boa parte da expansão da rede será no modelo bimarca em formato de “Y”, em que showrooms de Citroën e Peugeot são vizinhos, separados por uma parede, e as oficinas são comuns para as duas marcas. Hoje a executiva informa que cerca de 40% dos pontos de distribuição do Grupo PSA já vendem modelos Peugeot e Citroën. “Não é um objetivo em si só, mas uma tendência que ao longo do tempo pode convergir para 100%, mas vamos preservar a identidade das marcas em lojas separadas, oferecendo experiências diferentes. [Essa estratégia] é uma forma de diversificar o negócio do concessionário e aumentar sua rentabilidade. Já comprovamos que as concessionárias bimarca são três vezes mais rentáveis”, diz. 

Segundo Ana Theresa, muitos grupos estão interessados no modelo para abrir novas concessionárias. “Estamos recebendo muitas consultas de grandes grupos que querem diversificar seus negócios”, afirma.


Fonte:  www.automotivebusiness.com.br

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