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Gêmeos digitais são a aposta da Bentley para projetos de infraestrutura

Data:30/8/2019

Rodrigo Conceição Santos (da Paving Expo & Conference)  

O desenvolvimento de cópias digitais, capazes de reproduzir o comportamento de produtos, estruturas ou equipamentos, está listado pelo Gartner entre as 10 principais tendências tecnológicas para as indústrias neste ano. Chamadas de gêmeos digitais, essas simulações estão avançando em vários segmentos de mercado, entre eles a infraestrutura, onde a modelagem em terceira dimensão (BIM) é a base para projetos de edifícios, pontes e viadutos, rodovias e outros.

As vantagens da tecnologia estão na possibilidade de simular ou antever falhas, e isso se traduz em otimização de recursos que reduzem custos, logística, ampliam produtividade e resolvem outros reveses.

Para a desenvolvedora de tecnologia norte-americana com escritório no Brasil, Bentley Systems, os casos reais em setores da infraestrutura como energia e saneamento básico validam os gêmeos digitais a avançar para novos nichos da infraestrutura pesada, incluindo a construção rodoviária, discutida nesta semana durante a Paving Expo & Conference, realizada em São Paulo e com cobertura do InfraROI.

“Nesse setor, temos um caso de sucesso interessante em Ribeirão Preto (SP)”, adianta Otávio Gonçalves, especialista de produtos civis e construção na Bentley Systems. Segundo ele, uma rotatória onde cinco vias se encontram era motivo de transtorno para o trânsito local e o desenvolvimento de um sistema baseado no conceito de gêmeo digital permitiu criar acessos, rampas e viadutos para modificar o desemboque e melhorar o fluxo. “Falando em uma rotatória, parece algo pequeno, mas não é: tratam-se aqui de mais de 12 km de vias criadas para resolver o problema”, diz.

O projeto envolveu drenagem, iluminação, remanejamento de rede de esgoto e a logística da construção si, pensada para causar o menor transtorno possível durante as obras. Tudo foi testado virtualmente pela construtora responsável, antes que um prego sequer fosse batido na rodovia.

Gonçalves explica que o setor da construção civil está cada vez mais afeito a tecnologias avançadas como as de gêmeos digitais. Ele credita isso às novas gerações, acostumadas a lidar com ambientes em terceira dimensão. “Quando partimos de projetos em 2D – que podem ser resumidos em um desenho/projeto numa folha de papel – para algo em três dimensões, as percepções de realidade são muito maiores e isso facilita ações preventivas de todas as naturezas”, diz.

Vencido esse convencimento, segundo ele, o setor de tecnologia da informação trabalha agora para responder a outras questões, como a interoperabilidade entre soluções presentes no mercado. Exemplo? Computadores de bordo de equipamentos pesados integrados a softwares de modelagem da construção (BIM). “Dividimos esse avanço em três fases: 1) Tecnologia e Infraestrutura de TI como servidores, redes de transmissão de dados, etc. 2) Infraestrutura Operacional, onde se encaixam medidores de pressão, temperatura e outros e 3) Modelo de Engenharia que junte os dois anteriores, de forma a integrar as informações a tal ponto que se permita o gerenciamento remoto delas”, diz o especialista.

Gonçalves é mestre em tecnologia, assim como um quarto do quadro de engenheiros da Bentley no mundo. A empresa tem atuação em vários países, com um quadro total de 4 mil funcionários. No Brasil, há 40 deles, onde estão incluídos desenvolvedores de sistemas que atuam em projetos locais e mundiais, dependendo da demanda.



Fonte: www.infraroi.com.br

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