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Índice Geral de Desempenho Industrial de MS alcança maior patamar dos últimos 23 meses

Data:2/9/2019

O IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, alcançou, em julho deste ano, o maior patamar dos últimos 23 meses. No respectivo mês, o Índice somou 57,4 pontos, indicando um avanço de 5 pontos na comparação com junho deste ano e sendo o 2º melhor da série histórica iniciada em janeiro de 2017.

Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, essa pontuação do IGDI só demonstra que, mês a mês, estamos acumulando resultados positivos nos principais indicadores do setor industrial do Estado, principalmente, na geração de empregos. “Além disso, a intenção de investimentos dos empresários industriais do Estado voltou a crescer nos últimos meses, assim como o retorno da confiança do setor”, analisou.

Para o empresário, de um modo geral, os indicadores industriais demonstram que o setor continua avançando e já é possível constatar uma retomada do crescimento após um período de retração econômica. “Ainda não é o que nós precisamos e esperávamos, mas entendo esses números como muito positivos e, passo a passo, vamos alcançando um desempenho satisfatório”, projetou o presidente da Fiems.

Sérgio Longen acrescenta que não tem como fazer uma avaliação de que esses números já são um reflexo da aprovação da Reforma da Previdência pelo Câmara dos Deputados. “Claro que isso vai contribuir, mas, acredito que esses dados positivos estão atrelados à liberação de recursos com juros mais satisfatórios, que permitiram a retomada dos investimentos em vários segmentos da indústria. Porém, eu não vi ainda uma política pública que possa ser a responsável por essa retomada da economia, passa mais por um arranjo da atividade econômica, que está fazendo com que a base de consumo melhore. E dessa forma o Brasil vai se arrumando”, concluiu.

Os dados

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, explica que, na passagem de junho para julho, teve aumento em todas as variáveis de avaliação. “Com destaque para o crescimento ocorrido na participação das empresas com produção estável ou crescente, na participação das empresas que contrataram e no nível de utilização da capacidade instalada”, pontuou.

Quanto à atividade, ele reforça que se constatou em julho que a produção ficou estável em 51,4% dos estabelecimentos, contra 54,2% no mês de junho. “Já as empresas que apresentaram expansão responderam por 31,4% do total, contra 13,9% no mês anterior. Adicionalmente, o empresário industrial de Mato Grosso do Sul continua otimista em relação aos próximos seis meses, com os índices de intenção de investimento e confiança permanecendo em patamares positivos”, argumentou.

O Índice

O IGDI reflete a percepção do empresário em relação ao desempenho apresentado pela atividade industrial. “Na elaboração, foram selecionadas cinco variáveis - emprego, investimento, produção industrial, utilização da capacidade instalada e confiança – e todas com peso de 20% na composição do Índice”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

No caso do emprego na indústria, o IGDI utiliza o percentual de estabelecimentos que aumentaram o número de empregados, enquanto na parte de investimento o Índice leva em consideração a intenção de investimentos para os próximos seis meses. Já da produção é usado o percentual de indústrias com a produção estável ou crescente, da utilização da capacidade instalada se pega o percentual médio e da confiança a base é o ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial). 

O IGDI Fiems contou com a avaliação, validação e auxílio técnico do professor-doutor Leandro Sauer, da Escola de Administração e Negócios e do Programa de Pós-Graduação em Administração (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ESAN/UFMS). “O professor é matemático com atuação na utilização de métodos quantitativos em economia e tem comprovada experiência na elaboração e uso de indicadores sintéticos”, reforçou o economista.



Fonte: Assessoria de imprensa

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