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Scania requenta produção de caminhão a gás no Brasil

Data:6/9/2019

Caminhão Scania a GNV começa a ser feito no Brasil em 2020


Nova tentativa começa em março de 2020 na fábrica paulista, com pré-venda na Fenatran

SUELI REIS, AB | De Tatuí (SP)
 
A Scania requenta seu pioneirismo em produzir caminhões a gás natural veicular no Brasil (GNV), ao confirmar que vai fabricar em São Bernardo do Campo (SP) versões que podem ser abastecidas com o combustível gasoso, incluindo o biometano, derivado de resíduos orgânicos. A produção começa em de março de 2020, mas as encomendas podem ser feitas a partir do mês que vem na Fenatran (14 a 18 de outubro no SP Expo).

O projeto é fruto de investimento de R$ 21 milhões, parte do programa de R$ 2,6 bilhões que a empresa dedica ao País entre 2017 e 2020, e já fazia parte do plano da montadora de introduzir modelos a gás no portfólio com a nova geração de caminhões lançada em outubro do ano passado.

Segundo o diretor comercial da Scania Brasil, Silvio Munhoz, o novo caminhão será feito na mesma linha dos modelos movidos a diesel. “Tivemos de fazer grandes mudanças referentes à segurança na linha de montagem para a chegada do novo modelo a gás”, conta o executivo.

O caminhão a gás é equipado com motor ciclo otto, será capaz de rodar tanto com GNV mineral ou biometano, já que ambos são metano. O que muda é apenas o tipo de tanque. Munhoz confirma que após a pré-venda na Fenatran as concessionárias começam a entregar os modelos em abril.

Caminhões movidos a GNV vêm sendo testados por parceiros da empresa desde dezembro do ano passado, como é o caso da Citrosuco, que faz o transporte de suco de laranja entre a cidade paulista de Matão e o Porto de Santos. outra unidade tem feito a operação da São Martinho, empresa do setor sucroalcooleiro e que utilizou o caminhão em uma de suas operações off-road na safra de cana-de-açúcar.

“Ainda este ano teremos mais dois caminhões a GNV rodando em operações de longa distância [em trecho rodoviário] e mais um começará a rodar mais para o fim do ano na coleta de lixo”, disse Munhoz, sem revelar onde e quais são as empresas envolvidas.

CAMINHÃO MAIS CARO COM CUSTO MENOR


O diretor acrescenta que, em uma estimativa inicial, o caminhão a gás deverá custar entre 30% e 35% a mais do que uma versão a diesel. Ele reforça que o modelo traz benefícios ambientais, por emitir cerca de 15% menos CO2 quando abastecido com GNV e até 90% a menos com biometano. Mas o principal argumento de venda é o custo de manutenção cerca de 10% menor.

Para viabilizar o uso do biometano nos veículos, a fabricante firmou uma parceria com a ZEG, empresa do Grupo Capitale Energia, especializada na geração de energia renovável, para a demonstração de rodagem de um caminhão abastecido com o gás renovável, que pode ser produzido a partir de resíduos orgânicos. A Scania fornecerá um modelo G 410 XT 6x4 que será utilizado em uma das usinas da São Martinho: este será o primeiro caminhão fora de estrada no País abastecido com o biometano.

Por sua vez, a ZEG fornecerá o GasBio, nome dado ao biometano que está sendo produzido pela empresa no Centro de Biogás e Tratamento de Resíduos Leste, em um aterro em São Mateus, na capital paulista, onde foram investidos R$ 60 milhões. A tecnologia permite a produção do biogás a partir de restos da colheita de cana-de-açúcar, entre outras sobras agrícolas e também industriais. A companhia também desenvolveu processo de produção do combustível em estruturas de médio porte e que pode ser replicável. Isso significa que ela poderá instalar plantas de produção onde a oferta do gás é inexistente.

Segundo o Daniel Rossi, CEO da companhia e sócio-fundador do Grupo Capitale Energia, a ideia é implantar esses centros de produção em parceria com empresas do agronegócio, utilizando resíduos orgânicos dispensados por essas organizações e disponibilizar o biometano em rotas de transporte de produtos agropecuários.


Fonte: http://www.automotivebusiness.com.br

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