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Veracel usa bagaço de cana para gerar energia

Data:16/9/2019

Por CELULOSE ONLINE

A competitividade da indústria brasileira está fortemente correlacionada ao custo de um dos seus principais insumos: a energia elétrica.

No setor de celulose, as plantas industriais são capazes de produzir toda a energia necessária ao processo fabril, disponibilizando o excedente para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Com licença para exportar 27 megawatts para o SIN, a Veracel Celulose passou a ver esse mercado livre como oportunidade de diversificação dos negócios e investiu em ações internas para ampliar a produção de energia.

“Essa é uma relevante fonte de receita para empresa”, diz Melissa Pimenta, assistente técnico da área de Recuperação e Utilidades da empresa.

Localizada no Nordeste, a Veracel deu início à pesquisas internas, explorando novas fontes, além das que já são utilizadas pela setor de modo geral.

Até o ano passado, a geração de energia era feita a partir da queima do lodo primário (resíduo da produção de celulose), madeira inservível (tora de eucalipto desclassificada como madeira de processo) e ainda a biomassa gerada internamente na picagem da madeira de processo (cascas, “overs e finos”).

No último ano, a quantidade de madeira inservível reduziu e isso motivou a equipe a procurar alternativas que não impactasse nos custos nem no processo de produção.

O primeiro combustível
O bagaço de cana, utilizado também em usinas de açúcar, foi o primeiro combustível pesquisado.

“Foi uma aplicação totalmente inovadora. Não temos conhecimento de outra empresa do setor que tenha feito isso”, conta Melissa.

Os estudos deram certo e a preocupação da equipe passou a ser o volume do bagaço que poderia ser queimado diariamente na caldeira.

“Em 2018, a receita virou um mix composto por de 6% de bagaço de cana, 38% de inservíveis, 1% de lodo primário e 54% de biomassa gerada internamente”, revela.

Esse mix de combustíveis para geração de energia possibilitou à Veracel a venda de 13MW para o mercado nacional no ano passado .

“Continuamos em busca de novas alternativas para aumentar a queima da biomassa e consequentemente exportar mais energia para o SIN. Em breve estaremos testando a queima de caroço de açaí, porém, a madeira inservível é imprescindível na composição desse mix – não podemos queimar o bagaço ou o caroço de açaí sem a madeira, um depende do outro, em proporções diferentes para os equipamentos que temos e sem grandes investimentos em melhorias”, explica Melissa.

Vapor
Outro fator importante que deixou a fábrica da Veracel com mais eficiência energética foi a contenção do vapor resultante do processo de produção. Esse vapor também é usado para a geração de energia.

“Havia um desperdício de vapor e não sabíamos onde. Na Parada Geral deste ano, quando todos os equipamentos da fábrica entram em manutenção, conseguimos identificar o local e corrigimos a falha”, conta Saulo Pignaton, especialista da área.

Com a eliminação desses pontos de vazamento de vapor, a empresa conseguiu retomar a economia de 1 MW/hora, volume significativo no custo de energia.


Fonte: CELULOSE ONLINE

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