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Exportação de veículos anota pior resultado desde 2015

Data:7/11/2019

Argentina reduz participação nas vendas externas, mas crescimento de outros países não é suficiente para compensar queda de 35% até outubro

A persistente retração do mercado argentino é responsável pelo pior resultado das exportações brasileiras de veículos desde 2015. Dados divulgados na quarta-feira, 6, pela associação dos fabricantes, a Anfavea, mostram que foram exportados 367,5 mil veículos de nos 10 meses de 2019, em queda de quase 35% na comparação com o mesmo período de 2018. Em outubro isoladamente, os embarques de 30 mil unidades foram ainda menores que os de setembro, 18,2% abaixo, e em relação ao mesmo mês do ano passado o tombo é de 22,6%.

Luiz Carlos de Moraes, presidente da Anfavea, aponta que o crescimento das vendas externas para México, Colômbia e Peru este ano não é suficiente para compensar a grande retração na Argentina, onde as vendas recuam quase 50% este ano (veja na tabela abaixo a evolução dos maiores mercados externos). Nos últimos 12 meses o país vizinho reduziu de 72% para 51% sua participação nas exportações brasileiras de veículos, mas ainda assim continua a ser por larga margem o maior cliente externo, o que impacta negativamente a produção das montadoras no Brasil.


“A queda na Argentina foi muito forte e com isso o resultado do ano será negativo, as exportações não devem passar de 420 mil unidades em 2019. Mas esperamos por alguma recuperação em 2020”, afirma Luiz Carlos de Moraes.

Moraes destaca que, apesar da queda de 18,2% em veículos exportados entre setembro e outubro, o faturamento externo em dólares subiu levemente 0,4% de um mês para outro, de US$ 807,2 milhões para US$ 810,8 milhões. “Isso demonstra certa estabilidade e recuperação de preços, ao menos em valores paramos de cair”, avalia.

No acumulado de janeiro a outubro as vendas externas dos fabricantes de veículos no Brasil representaram receita de US$ 8,4 bilhões, valor 34,6% mais baixo do que o apurado no mesmo intervalo de 2018, em linha com a queda em unidades.




PEDRO KUTNEY, AB
Fonte: www.automotivebusiness.com.br

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