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Máquinas recuam 6,3% até outubro, a despeito da safra

Data:8/11/2019

Anfavea pede previsibilidade para 2020, sem interrupção nas linhas de crédito

A venda de máquinas agrícolas e rodoviárias em outubro somou 4,2 mil unidades, anotando queda de 15% em relação a setembro, apesar de este ter tido dois dias úteis a menos (21, ante os 23 de outubro). No acumulado dois dez meses foram 37,1 mil unidades, total 6,3% mais baixo que em iguais meses do ano passado, apesar da safra recorde de 240 milhões de toneladas de grãos que se aproxima. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

A queda se acentuou em relação ao acumulado até setembro, em que a retração era de 5,7%. Para atingir a projeção anual, de 46 mil unidades, será preciso vender 8,9 mil unidades nos dois últimos meses do ano. É verdade que o fim do ano é favorável à venda de tratores de rodas, mas o segmento acumula queda de 12,6% na comparação interanual. A análise por faixa de potência mostra queda de 16,8% nos modelos até 80 cavalos e 18,8% naqueles entre 81 e 130 cv, as duas faixas com maior demanda. Os modelos acima de 130 cv (que respondem por 28% das vendas) registraram alta pequena alta de 3,3%.

“Este ano [de 2019] nós já passamos a régua. Para 2020 precisamos contar com um ano de 12 meses em vez de 10, sem interrupção nas linhas de financiamento e com previsibilidade”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

A queda na venda de máquinas foi atenuada pelo bom desempenho das retroescavadeiras. O segmento somou até outubro mais de 3 mil unidades e revelou alta de 81,3% sobre iguais meses do ano passado. As colheitadeiras também contribuíram para reduzir a retração do setor. Até outubro foram repassadas à rede 4,3 mil unidades, 5,8% a mais que nos mesmos meses de 2018.


EXPORTAÇÕES ESTÁVEIS, APESAR DA ARGENTINA

Embora as exportações de veículos acumulem queda de 34,7%, a venda de máquinas ao exterior registra pequena alta de 0,7%, com 10,8 mil unidades exportadas. Os embarques de tratores de rodas (5,4 mil unidades até outubro) recuaram apenas 1,3% e os tratores de esteiras (3 mil unidades no período) anotaram alta próxima a 15%. O Brasil vem expondo esse tipo de máquina para a América do Norte, o que ajuda a minimizar a menor demanda para a Argentina. A venda de retroescavadeiras ao exterior somou 1,9 mil unidades e cresceu 3% no período.


PRODUÇÃO TOTAL CAI 13,4%

A produção de máquinas até outubro somou 46,4 mil unidades, recuando 13,4% ante iguais meses de 2018. Entre os segmentos, a maior queda ocorre nos tratores de rodas, com 31,1 mil unidades produzidas, 23,2% a menos pela comparação interanual. Por ser o mais volumoso, puxa todo o setor de máquinas para baixo.

Mais uma vez chamam a atenção os bons números para retroescavadeiras (5,3 mil unidades montadas e alta de 49,2%) e colheitadeiras (5,5 mil, acréscimo de 3,9%). Pelas projeções atualizadas há um mês, as fabricantes instaladas no Brasil vão produzir até o fim do ano 60 mil unidades, volume 8,6% mais baixo que o de 2018.




MÁRIO CURCIO, AB
Fonte: www.automotivebusiness.com.br


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